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Tabela do Fator Previdenciário 2017

Veja aqui a tabela do Fator Previdenciário 2017.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já divulgou a Tabela de Mortalidade sobre o ano de 2015. A tábua é usada para se fazer a atualização do fator previdenciário. Conforme informado, a expectativa de vida se encontra em 75,5 anos. Em relação ao ano de 2014 temos um aumento de três meses e duas semanas. Com isso, os segurados que pretendem se aposentar por tempo de contribuição (INSS) terão que trabalhar cerca de 55 dias a mais para que seja possível compensar o desconto da tabela atualizada.

Segundo Newton Conde, especialista em previdência (Fipecafi –FEA/USP), a diferença apresentada em 2016 aponta para uma redução na faixa de 0,70% em relação a última tabela, sendo que ficou bem perto da redução de 2015. Na época a média para os benefícios ficou em 0,65%.

Em outras palavras isso quer dizer basicamente que se, por exemplo, o segurado fizer o pedido do benefício agora em dezembro, o valor do mesmo será menor do que o apontado na tabela antiga. Se ele quiser chegar ao mesmo valor do benefício que receberia em novembro (tabela antiga) ele deveria aguardar até o mês de fevereiro de 2017. Ou seja, contabilizando dois meses a mais de contribuição.

O Fator Previdenciário

O uso do chamado fator previdenciário é aplicado somente naquelas aposentarias que respeitam o tempo de contribuição. Nessa modalidade é requerido 30 anos de contribuição para as mulheres e 35 anos de contribuição para os homens. Para se chegar ao valor do benefício, o INSS obtém uma média. Ela é composta com os 80% maiores salários de contribuição contabilizados desde o mês de julho de 1994. Dessa data até hoje ele é composto por 269 recolhimentos. Isso quer dizer que para se chegar a média, os 215 maiores salários são usados enquanto que os 54 menores são desconsiderados.

Só depois de fazer essa conta é que o INSS de fato aplica o fator. Este por sua vez varia de acordo com a idade e também com o tempo de contribuição do segurado. Em tese, quanto mais novo for o contribuinte, maior será o desconto no benefício.

A aposentadoria por tempo de contribuição e o fator previdenciário atualmente passam por uma fase de incertezas devido a Reforma Previdenciária. Caso a proposta para a criação de uma idade mínima seja ratificada, automaticamente manter esse tipo de benefício perderá o sentido. O mesmo se aplica a chamada fórmula 85/95, que permite ao segurado o recebimento do benefício integral. Nesse ponto ainda se aguarda a proposta oficial por parte do governo.

Por Denisson Soares

Novas Regras de Aposentadoria Provocam Aumento dos Pedidos

Insegurança está fazendo trabalhadores antecipar os pedidos de aposentadoria.

A possibilidade de uma reforma na Previdência tem gerado muita preocupação entre os trabalhadores e contribuintes do INSS. Tanta insegurança tem levado muita gente a antecipar o pedido de aposentadoria, ainda que para isso seja preciso sacrificar uma parte do valor do benefício.

Para falar a verdade, essa movimentação de trabalhadores requerendo a aposentadoria mais cedo teve início já no final de 2015, quando foi adotada pela Previdência Social a Fórmula 85/95, que considera a soma entre idade e tempo de contribuição. Para assim definir quando os trabalhadores podem se aposentar sem sofrer com o novo fator previdenciário.

A questão passou a ser mais discutida quando o governo do presidente Michel Temer anunciou que a reforma da previdência é uma de suas prioridades. Diante disso, o medo de grandes mudanças despertou nos trabalhadores a ânsia de assegurar o benefício, garantindo a aposentadoria.

Dessa forma, observou-se que nos primeiros oito meses de 2016 as solicitações de aposentadoria no INSS tiveram uma relevante alta, considerando o mesmo período do ano passado. Além disso, os benefícios concedidos também tiveram alta neste ano, principalmente nos casos de aposentadoria por contribuição, que correm o risco de sofrer mudanças. Ou seja, o trabalhador brasileiro não quer “pagar para ver”.

Não se sabe ao certo o que vai mudar, mas a proposta que vem sendo discutida é a de estabelecer como idade mínima 65 anos para aposentadoria. Se a proposta passar a valer, os trabalhadores de até 50 anos serão atingidos e teriam que pagar um pedágio de 50% (adicional sobre o tempo que falta para solicitar o benefício), exceto professores e mulheres ( que serão atingidos até os 45 anos).

Segundo o INSS, 90% dos pedidos de aposentadoria são feitos por trabalhadores que atendem aos requisitos exigidos. E ainda assegura que aqueles que cumpriram todos os requisitos para a aposentadoria, terão o benefício garantido por lei.

O que se nota é que as pessoas estão apressadas por temer as mudanças que por ventura virão e também para não caírem no pedágio. Mas cada caso deve ser analisado, pois uma aposentadoria adiantada pode resultar na perda de uma considerável parte do benefício. Somente quando a proposta chegar ao Congresso Nacional é que haverá mais conhecimento sobre a questão e as possíveis soluções.

Sirlene Montes

Para os aposentados que querem complementar a renda e se manter ativos, o mercado de trabalho traz uma boa notícia.

De acordo com a consultoria de Recursos Humanos Hays, 20% das companhias contratam aposentados, sobretudo na área técnica (75%), diretoria (33%) e gerência (28%). Mais especificamente, a maior parte dos cargos destinados a aposentados encontra-se nos cargos técnicos de engenharia, finanças e comercial.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o gerente da consultoria, André Magro, explica o fenômeno: isso tem ocorrido por falta de mão de obra e por causa da experiência que esses profissionais trazem, permitindo retorno imediato à empresa que os contrata.

Ainda segundo a reportagem do jornal, os setores que mais contratam são: serviços (25%), consumo (10%), telecomunicações (8%), farmacêutico (7%), automobilística (5%), eletroeletrônico (5%), indústria de construção (5%), química e petroquímica (5%), bens de capital (4%), entre outros.

O melhor é que nem sempre o idoso precisa ter experiência para usufruir dessa tendência de mercado. Nesse sentido, o Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, criou o Programa da Terceira Idade, para pessoas acima dos 55 anos, a fim de usar a simpatia desses profissionais para melhorar o relacionamento com os clientes. Tais colaboradores exercem as funções de caixa, consultoras de lojas e empacotadores.

Por Christiane Suplicy Curioni

Hoje, 24 de Janeiro, é o Dia Nacional do Aposentado.

Mas, você sabe por qual razão muitos aposentados voltam a trabalhar?

A primeira resposta é que há uma necessidade de completar a renda familiar, haja vista que um aposentado não ganha fortunas, assim como era na época da ativa.

Fora isso, hoje as pessoas se aposentam novas (60 anos é novo!), ou seja, é um jovem aposentado. Assim, volta-se ao mercado de trabalho, sendo excelente para vários tipos de trabalho, devido a experiência.

Havia um preconceito no passado quanto a pessoas mais velhas, mas hoje, se o profissional for qualificado, poderá se reinserir sem dificuldades no mercado de trabalho.

Com certeza, o idoso é um recurso a ser considerado para uma empresa. Hoje vemos pessoas com 50 ou 60 anos, que começam faculdade, e tem vontade de trabalhar assim como na época de seus 20 anos.