Perdi emprego na quarentena. Coloco no currículo?

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Muitos bons profissionais foram demitidos. Saiba como mencionar isso no curriculo

O ano de 2020 está sendo atípico, muitos sujeitos tinham diversos planos e metas, que precisaram serem adiados ou realizados sob ajustes. A pandemia causada pelo novo coronavírus mexeu em muitas estruturas da sociedade, principalmente no setor econômico, que foi muito atingido devido ao isolamento social e quarentena, recomendados pelos órgãos de saúde como medida de frear a disseminação do vírus.



Diante disso, muitos postos de trabalhos foram fechados o que resultou na demissão de muitos bons profissionais. Agora, em que o setor econômico ensaia movimentos para driblar a crise de 2020, e com a proximidade dos festejos de final de anos, muita gente voltou a ter esperanças de ser recolocar no mercado de trabalho. Uma dúvida parece insistir para muitos desses indivíduos, que é a seguinte questão se deve ou não deve colocar no currículo que foi demitido em decorrência dos efeitos da pandemia.

Como todos sabem, o currículo é o carro chefe na hora de tentar uma vaga de trabalho, muitas pessoas investem muito na construção de um currículo que chame a atenção e que leve o candidato as demais etapas do processo seletivo. Para Taís Targa, que é especialista em carreira e recolocação no mercado, a resposta é sim. O candidato deve anexar no seu currículo o motivo da sua demissão, explicando que esta ocorreu como efeito da crise global.

Segunda ela, o candidato deve colocar o motivo logo abaixo da descrição das atividades do seu último cargo. Uma outra forma sugerida por ela é fazer uma carta de apresentação e colocar no corpo do e-mail e nela pode conter o motivo da demissão. Uma outra dica da especialista é pedir sempre carta de recomendação, seja ela do ex-chefe ou até mesmo de antigos colegas de trabalho. Pois, é muito importante que o recrutador veja por que isso repercute na hora de tomar uma decisão de contratação.



Muitas empresas estão realizando os processos seletivos de forma quase que 100% online, por isso para Taís, o candidato deve estar muito preparado para essa modalidade de seleção, pois existe suas peculiaridades e vão exigir do candidato maior flexibilidade de adaptação na hora das entrevistas e dinâmicas de grupos de forma online.

As vagas que estão surgindo, principalmente agora no final do ano, estão sendo bastante concorridas, por isso a palavra-chave é preparação. Para a especialista é importante revisar sempre o currículo, além de focar em enviá-lo para empresas que de fato estejam contratando. Não vai adiantar nada disparar o currículo para muitas empresas, pois algumas delas estão em processo reverso. Por isso, ficar atento as vagas disponíveis parece ser o caminho certo a seguir.

Além disso, os profissionais devem buscar se preparar para as etapas de seleção. Buscar estar com a saúde mental em dia, cuidar da aparência e porque não investir em cursos online, aparecem como medidas importantes na hora de conquistar a tão almejada recolocação no mercado de trabalho.

Outra dica importante dada pela especialista Taís Targa é a inserção no currículo de palavras-chave. Ela afirma que muitas empresas utilizam softwares que rastreiam as palavras-chave dos currículos cadastrados no banco de dados, a partir disso eles são escolhidos ou descartados do processo seletivo. A dica é: sempre descrever muito bem todas as experiências profissionais, as realizações profissionais e os resultados obtidos na carreira. Aos candidatos com mais de 5 anos de experiência, é orientado também a escrita de um resumo que englobem essas palavras-chave. Para isso, não é interessante ser repetitivo, mas é de extrema importância a existência dessas palavras, que quando são localizadas estrategicamente no currículo agregam maiores possibilidades na hora de passar pela inteligência artificial.

Valdeilma Freitas



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