Profissionais com Ensino Superior demoram a retornar ao mercado de trabalho





Os profissionais que acabaram de terminar o ensino médio levam 14,7 meses; enquanto quem finalizou o ensino fundamental leva 13,1 meses. Já os profissionais com ensino superior chegam a levar até 16,7 meses, quase 17 meses para voltarem ao mercado.

O ensino superior não é só mar de rosas quando o assunto é o mercado de trabalho. Segundo a iDados, os trabalhadores com graduação demoram, em média, 16, 8 meses para voltar ao mercado após ficarem desempregados. As pesquisas também apontaram que os trabalhadores com ensino fundamental, levam cerca de 13,1 meses para se recolocar no mercado.

Existem alguns motivos – e que fazem muito sentido – para que eles levem mais tempo para voltar ao trabalho. Enquanto isso, trabalhadores do ensino fundamental e médio, conseguem retomar com um menor tempo. Na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, dirigida pelo iDados, os profissionais que acabaram de terminar o ensino médio levam 14,7 meses; enquanto quem finalizou o ensino fundamental leva 13,1 meses. Já os profissionais com ensino superior chegam a levar até 16,7 meses, quase 17 meses para voltarem ao mercado.

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Quais são os fatores associados a essa demora?

Uma série de fatores está ligada a essa quantidade de meses a mais. Em primeiro lugar, jamais podemos esquecer que as necessidades de cada pessoa deve ser levada em conta. Portanto, muitas vezes, uns precisam voltar mais rápido que outros. Independente do nível escolar, esse é um fator comum e deve ser considerado.

Ao que diz respeito aos profissionais com ensino superior, o regime formal que vivem, colabora com essa demora em retornar ao mercado. Ou seja, com a demissão eles possuem direito de receber o valor da multa de FGTS e seguro desemprego; com isso, não ficam tão presos à ideia de conseguir uma nova vaga.


Outro ponto que contribui para a lentidão da recolocação ao mercado, é a preferência das empresas por trabalhadores já inseridos no mercado, segundo Renato Trindade; gerente de consultoria da Michael Page. Querendo ou não, existe certo preconceito com os profissionais desempregados. De acordo com Renato, as empresas recebem muitas fichas para analisar. Enquanto isso, aqueles que já trabalham e estão se movimentando, são vistos como "profissionais melhores e dispostos".

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Em relação ao salário, muitos trabalhadores preferem ficar sem trabalhar do que se submeterem a salários tão inferiores. Esse é um problema relacionado à economia do país, mas, segundo as estimativas, o PIB deve crescer em até 2,5%, neste ano. Será que alguma mudança pode vir por aí?

Muitos profissionais com uma, duas ou mais graduações, alegam que o mercado não valoriza seus currículos. "O mercado exige muitas capacitações, mas querem pagar um valor muito baixo", é o que diz Alessandra Pereira; formada em Tecnologia da Informação e Engenharia da Computação. Alessandra está em busca de uma boa vaga há 12 meses.

O que esperar do mercado em 2020

Com a pequena possível elevação do PIB em 2020, é de se esperar um pequeno passo para diminuir as taxas de desemprego. Para todos os níveis, pode haver chances, mas os graduados podem ser os mais favorecidos.

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De acordo com Thiago Xavier, Analista da Consultoria de Tendências, a taxa de desempregados gerais deve cair de 11,9% (2019) para 11,6% em 2020. O mercado deste ano deve contar com mais empregos formais, de carteira assinada. Porém, essa nova visão para o mercado não conseguirá reverter a situação do desemprego.

De acordo com a LCA, as preocupações podem alcançar uma média de 11,4%. São cerca de 800 mil vagas previstas para o ano de 2020. Para Trindade, da Michael Page, muitas empresas ainda manterão suas estruturas criadas na crise. Por esse motivo, o retorno de profissionais com ensino superior pode continuar lenta, mas acontecerá para aqueles que puderem encontrar as melhores oportunidades.

A prioridade das maiorias das empresas é dar mais valor para profissionais que visam ao crescimento de suas companhias. Para quem trabalha na área de recursos humanos, as vagas podem se tornar mais fáceis de se encontrar.

Por Juliana Almeida

Ensino Superior



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