Alta na taxa de desemprego no Brasil




Com o agravamento da crise econômica mundial houve uma alta significativa em relação às taxas de desemprego. No Brasil, o índice subiu de 6,1% em 2012 para 6,5% em 2013. Para 2014 a expectativa é de continuidade no aumento. Desde 2009 as taxas de desemprego não alcançavam tais marcas.

Esses índices representam os brasileiros que querem trabalhar, que estão em busca de uma recolocação profissional, que pertencem à massa da população economicamente ativa de 15 anos ou mais.


Os números são resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, que foi divulgada em setembro deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo tem como objetivo analisar e divulgar dados estatísticos sobre população, sobre migração, educação, trabalho, famílias, domicílios e rendimentos das famílias brasileiras em todos os estados da federação. Foram ouvidas 362.555 pessoas em 1.100 municípios.

A presidente do IBGE, Wasmália Bivar, afirma que, em outras pesquisas que tratam da desocupação, há uma tendência de queda. "Esse aumento, a Pnad mostra é que um aumento pontual que deve ter acontecido alguma coisa mais localizada na região Norte, onde percebemos alguma coisa, e alguma coisa dentre os mais jovens. De certo modo, tem alguma indicação que tinha aumentado ligeiramente a taxa de ocupação para aquela semana da pesquisa que a Pnad mostra”, explica.


Ainda de acordo com Wasmália, a taxa de desocupação continua sendo a segunda menor desde 2001, com a série harmonizada da Pnad (que inclui dados de todo o país menos área rural dos estados de Roraima, Rondônia, Acre, Amazonas, Pará e Amapá). A menor foi em 2012. "Ainda é uma taxa de desocupação bastante baixa para o que é o padrão da Pnad. Acho que falar em encolhimento de mercado de trabalho é meio exagero. Até porque, o que está acontecendo no mercado de trabalho é agora que você está vendo, a continuidade dos movimentos que a Pnad já tinha mostrado”, afirma Wasmália Bivar.

Por Vivian Schetini

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