Falta de oportunidades no mercado de trabalho


  

Em entrevistas concedidas ao nosso site a designer de unhas Raquel dos Santos Morais acha que o mercado de trabalho em Nova Friburgo está muito escasso :“É muito restrito quanto às áreas de atuação, não há muitas opções, dependendo da sua profissão, é necessário se mudar para exercê-la. Faltam muitas vagas”, pensa. Ao procurar emprego na cidade, ela se sente frustrada: “Falta respeito por parte dos empregadores, dos entrevistadores; o comércio, por exemplo, anuncia vagas, recebem milhares de currículos, marcam a entrevista, querem que você vá na hora que te ligam; outras marcam horário e te deixam esperando, cheguei a ficar 2h25 esperando o entrevistador e ainda não tem a consideração de te ligar para dar uma resposta positiva ou negativa”; desabafa.

Raquel acredita que haja muita exploração por parte dos empregadores, “usam uma pessoa para dar conta do serviço de duas, não respeitam os intervalos, tempo para refeições, hora extra. Exigem que você execute tarefas que não fazem parte das suas obrigações”, mostra. Muita gente gasta o dinheiro da passagem, se alimenta na rua para ir a uma entrevista e gasta sem ter condição para isso, “Poderíamos ser ressarcidos. A passagem de ônibus na cidade é caríssima, muitas vezes não temos condições nem de imprimir um currículo, quiçá de pagar passagem todos os dias para fazer entrevistas”. A respeito do lanche cabe um pouco de bom senso: “se o entrevistador vai te deixar esperando, poderia te oferecer uma alimentação, tem gente que passa o dia todo na rua procurando trabalho”; justifica. 

Como ter experiência se não te dão oportunidade?

A estudante Faline Pedro tenta se inserir no mercado de trabalho há um ano, mas tem dificuldades: “Curso Gestão de Recursos Humanos e tento encontrar um emprego que se encaixe nessa área que quero exercer, mas encontrar oportunidade é difícil”, fala. As empresas não contratam quem não tem experiência e para ela, o motivo é claro: “Hoje em dia é mais fácil, prático e mais em conta a famosa prata da casa do que trazer alguém de fora que não tem experiência; leva tempo para treinar e se gasta com isso”, opina.

Mesmo na busca de trabalho, a estudante investe na sua atualização profissional fazendo cursos, dedicando-se à faculdade e fazendo pesquisas. Deseja trabalhar em uma empresa que valorize o conhecimento que vem adquirindo: “Procuro algo no setor administrativo, secretária, algo que tenha a ver com o que estou me formando”, destaca.  Faline Pedro vê um desafio pela frente: “Ter condições de adquirir conhecimento e investir numa profissão é complicado, porque tenho gastos e não consigo reaver meus custos. Mas quero mais para frente conseguir um bom emprego”, finaliza.

Desempregado por opção: 




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A decisão de ficar desempregado foi estudada por Pedro Gomes, que saiu do antigo emprego há cerca de um mês: “Antes de rescindir o contrato com a empresa, calculei a parte financeira, as contas e o tempo parado que iria ficar, para que as contas não deixassem de ser pagas. Economizei e guardei dinheiro”, afirma.

O jovem busca crescimento profissional e não quer escolher um trabalho com tanta pressa, por enquanto consegue suprir a ausência do trabalho e almeja um melhor aprendizado: “Estou fora do mercado hoje por opção, recebo propostas de trabalho, mas no momento vejo mais vantagem esperar o próximo ano para começar em um novo emprego”, expõe.

As pessoas precisam trabalhar para que possam pagar as contas, manter a família e suprimir as necessidades; o profissional tem o direito de ser valorizado para que as relações sejam equilibradas: ofereço minha mão de obra e preciso receber por isso. Mas o que é visto é o enriquecimento das empresas, uma indústria que cresce cada dia mais, deixando a desejar e levando a população a buscar alternativas, como o mercado informal, onde trabalhar por conta própria é mais vantajoso. 

Por Agnes Lutterbach Moreira da Costa


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