Previsão para 2014 é de menos aumento salarial



De acordo com uma pesquisa feita por uma empresa de recrutamento especializado em profissionais técnicos e de suporte à gestão, a Page Personnel, que faz parte do grupo PageGroup, divulgou que o salário do trabalhador brasileiro terá um reajuste mais moderado neste ano de 2014. O levantamento foi divulgado este mês e aponta um resultado pessimista para os empregados.

A consultoria mostrou em seus dados que os salários dos profissionais técnicos e de suporte à gestão devem ter um aumento inferior ao que foi concedido no ano passado. O resultado aponta de esses trabalhadores poderão ter um aumento que fica entre 10% a 20% neste ano. No ano passado, esses mesmos empregados da pesquisa tiveram um reajuste de 20% a 30%, o que esquentou a economia.



O gerente executivo da Page Personnel, que organizou e divulgou os dados, afirma que as empresas estão mais cautelosas diante do cenário econômico mais desaquecido e que elas estão chegando ao grau máximo de aumentos salariais. “As empresas estão chegando ao limite orçamentário e a despesa com folha salarial é um dos itens mais onerosos. Com as vendas desaquecidas e custos em alta, o mercado precisa se ajustar e isso passa pelos gastos com salários. Apesar do cenário mais conservador, há uma expectativa de que os salários sejam reajustados acima da inflação prevista para o ano”.

Nos últimos anos, vários trabalhadores conseguiram melhores salários, principalmente os que possuíam menos qualificação, o que fez crescer o número de pessoas que hoje participam da chamada classe média brasileira.

Neste ano, de acordo com o consultor, o aumento salarial vai ser o contrário. O profissional que tiver maior qualificação técnica e experiência de mercado é que terá um melhor reajuste na remuneração.



O consultor afirma que o número de vagas disponíveis vai estabilizar, o que faz com que as empresas tenham mais rigor e contratem profissionais mais qualificados. “As companhias estão mais criteriosas na busca por talentos. Há casos onde ainda faltam profissionais talentosos, o que obriga as empresas a oferecerem propostas salariais superiores a 20%, mas não é o que deve acontecer na maioria dos casos”, explica.

Por Carolina Miranda



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