Crise deve atingir setores de comércio e serviços no começo de 2009

Categorias: Crise - Dicas

A crise está apertando… segundo dados do Caged, só nos últimos dois meses de 2008 foram cortados cerca de 700 mil postos de trabalho (mais da metade só na indústria), o que já está refletindo nos setores de comércio e serviços.



Reflexo natural, afinal de contas, com menos gente recebendo salários e com menor poder de consumo, a tendência é que a crise se espalhe. Nesse ambiente, vale a dica do último quadro “Emprego de A a Z” de Max Gehringer (vídeo abaixo) para não trocar de emprego, afinal a tendência é que novos empregos ofereçam salários menores e condições piores de trabalho, com maiores riscos de perda de emprego no curto e médio prazo.

Para você entender o que está acontecendo, essa situação se explica pela lei de oferta e demanda: resumidamente, quando há uma alteração na oferta de um determinado bem ou serviço (no caso, a oferta de emprego), a tendência é que a demanda se ajuste, em preço e quantidade, à nova situação de oferta. Assim, como houve uma retração na oferta de empregos (o que se deve à restrição de crédito), a tendência é que sejam eliminados postos de trabalho e que novos empregos sejam oferecidos com salários menores (além de toda a situação de pressão que você normalmente vai ver num novo emprego). E a tendência é que isso continue por algum tempo, já que menos trabalhadores recebendo salários significam menos compra e menos poupança em bancos, o que leva a um chamado círculo vicioso.



Puxa vida, então a situação é desesperadora e entraremos numa espiral de crise sem fim? Não exatamente. Algumas empresas e setores serão beneficiados pela queda nos salários. Seus custos de produção se tornarão menores e eles poderão contratar mais gente. Assim, quando criam um novo tipo de produto ou serviço ou mesmo quando avançam para tomar uma parcela de mercado de seus competidores, eles contratam mais gente, o que reduz o desemprego, coloca uma pressão para aumento de salários e aumenta a renda disponível para consumo da população, um chamado círculo virtuoso.

Essas situações, portanto, são cíclicas e não há muito que possamos fazer a respeito (nem mesmo nossos governantes, que normalmente atrapalham o processo, aliás). Portanto, o que temos que fazer é nos adaptarmos à situação de mercado e saber quando devemos manter nosso emprego ou quando devemos procurar um novo emprego ou pedir aumento. E a hora agora é de tentar manter o emprego.

Mas e se eu já estou desempregado? Estar desempregado é uma situação ruim e preocupante, obviamente, mas não desanime, pois o movimento para reverter a crise já está acontecendo. Basta ver que várias empresas têm anunciado grandes contratações. Os salários são baixos, é verdade, mas isso é melhor que não receber salário algum. Portanto, se você está desempregado, a recomendação é pegar o que aparecer pela frente, inclusive numa área um pouco diferente da sua. Até porque é possível que essa área cresça durante a crise e proporcione bons empregos após passada a tormenta (lembra-se dos novos produtos e serviços de que falamos acima?). E, com isso, podem vir ofertas de novos empregos e futuros aumentos.

Ânimo, pois isso passa. E pode ter certeza que nós, do Agencia Empregos, estaremos sempre postando novas vagas. Um abraço e sucesso!



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