Como pensa um empregador? – parte 2




Na parte 1 da série “Como pensa um empregador?” nós vimos algumas das dificuldades enfrentadas pelas empresas no ambiente de competição onde estão inseridas, e por quê é necessário que o jovem empregado tenha plena consciência das dificuldades enfrentadas pelos seus chefes.

Confesso que a realidade ali exposta foi um tanto cruel. Mas é necessário que seja assim. No entanto, o simples fato de que a empresa está inserida num ambiente competitivo onde todos brigam pelos sempre escassos clientes não significa que esta empresa deva acatar toda e qualquer exigência ou reclamação de seus clientes. E o mesmo se aplica ao empregado, que tem o direito de defender seus interesses, seja um salário mais alto, que faça jus à sua contribuição, seja em um ambiente e condições de trabalho melhores.

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Portanto, é necessário ter um equilíbrio. Você, como empregado, não deve jamais esquecer de quais são seus objetivos e interesses, e deve defendê-los em primeiro lugar. Claro que isso com uma grande dose de realismo. Não adianta colocar um objetivo de ganhar R$ 5.000,00 por mês enquanto você ainda está na faculdade e ficar reivindicando isso, a menos que você tenha uma habilidade realmente especial e talento para gerar mais que esse valor mensal para seu patrão. É aquilo que dissemos na parte 1, você tem que dar um retorno financeiro para seu patrão. Sempre.

Mas então, como você deve se portar? Simples, gere valor para a empresa primeiro e reivindique depois. Seu emprego é uma relação comercial, onde você está vendendo seu serviço em troca de um salário. Quanto mais benefícios seu trabalho produzir, maior será seu poder de negociação com seu patrão. Munido dessa capacidade, você pode exigir um salário maior, um horário mais flexível ou jornada menor, mais benefícios, enfim, tudo aquilo que um empregado mais gostaria de seu emprego. Claro, suas exigências devem ser feitas com respeito e devem ser negociadas. Não esqueça de sempre verificar, antes de exigir quaisquer melhorias, quais seriam suas chances de se colocar em outra empresa.

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Abraço e sucesso!


Na parte 3, algumas posturas de sua empresa que devem te deixar em alerta e já ir pensando em procurar outro emprego. Aqui!

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