O português sempre foi valorizado e isso em todos os níveis de aprendizado, mas ainda é notável o quanto faz falta em determinadas situações.

Uma pesquisa realizada no Brasil mostrou que 40% dos pretendentes a uma vaga de estágio foram eliminados por conta dos sucessivos erros de ortografia. E o que espanta é o fato de serem estudantes do ensino médio ou universitários que foram reprovados em uma simples prova de ditado.

Os estudantes tem mais medo da prova de português do que de outras matérias, como matemática, principalmente pelo hábito dos jovens de se comunicar pela internet, sobretudo nas redes sociais. É comum escrever com abreviações ou mesmo com a grafia errada, entretanto na hora da prova as coisas se complicam mais.

O percentual de 40,6% de estudantes desclassificados saltou, tendo em vista que o mesmo teste foi feito por uma instituição que seleciona estagiários em 2012 e o percentual foi de 28,8%. Com a metodologia atualizada menos candidatos tiverem uma nota satisfatória e isso assusta.

O teste era simples: um ditado de 30 palavras de diferentes níveis de dificuldade. Ao analisar as respostas foi verificado que havia ausência de letras como “l” e “z”, além do emprego errado de letras como “c” ou “ç”. Palavras como eficiência foram escritas com “s”; consenso com “c” e “ç” e outros “assassinatos” à língua portuguesa.

Segundo o responsável pelo estudo, os mais jovens costumam errar mais, sendo indiferente se são alunos de escola pública ou particular e sua renda familiar. Os jovens tem domínio nas tecnologias, sobretudo as mais atuais, entretanto pecam no básico.

Os candidatos tem mais dificuldade em língua portuguesa devido a falta de interesse, já que o domínio da boa escrita e ortografia não depende de nenhuma invenção e sim do estímulo a leitura e enriquecimento do vocabulário.

Deve-se começar em casa e só depois passar para as escolas e o ambiente de trabalho. Afinal a boa escrita é algo que independe da classe social e da condição do estudante. 

Por Robson Quirino de Moraes