Pesquisa revelou que mais de 1/3 dos profissionais brasileiros não tiraram férias nos últimos 12 meses.

Férias é um direito do trabalhador não é mesmo? Mas para alguns trabalhadores brasileiros esse direito está cada vez mais longe e inalcançável. Segundo uma pesquisa realizada pelo site de recrutamento de empregos Catho, mais de 1/3 dos brasileiros afirmam não terem tirado férias nos últimos 12 meses. O direito a um mês de descanso corridos também não é respeitado pelas empresas segundo a pesquisa. Segundo os dados, cerca de 7,6% dos profissionais pesquisados tiveram somente uma semana de descanso no último ano. Já 15,2% dos pesquisados afirmou ter tido somente 3 semanas e 14,3% tiveram 2 semanas de repouso remunerado.

A pesquisa levantou um perfil do número de dias de descanso do brasileiro: a média nacional fica em torno de 2,4 semanas por ano, independente do sexo dos pesquisados.

Quando o comparativo dizia respeito ao porte da empresa, os funcionários de empresas maiores recebem mais tempo de descanso: 3,1 semanas de férias, tempo bem maior, se comparado à média nacional. As empresas menores oferecem uma média de 1,4 a 1,9 semanas de férias.

O período de férias deveria ser respeitado pelas empresas, para que os trabalhadores possam ter melhores condições de trabalho e um tempo para passar com suas famílias, por exemplo, mas a ameaça do desemprego e de perder o espaço para algum outro colega de trabalho, por exemplo, faz com que alguns empregados "vendam" alguns dias de férias, para que a empresa não perceba que a sua presença possa ser dispensável. O funcionário que age assim acaba prejudicando o seu descanso e rendendo menos por consequência. Isso sem contar as empresas que simplesmente não respeitam os dias de férias estipulados por lei e cortam os mesmos, sem autorização prévia do funcionário, ou adiando a data das férias sucessivamente. Empresas que agem assim devem ser denunciadas, pois a prática é ilegal. 

Férias de 30 dias remuneradas são um direito assegurado por lei, e nenhuma empresa tem a abertura legal de diminuir ou mexer nos dias de direito do trabalhador, salvo se combinado com este previamente.

A pesquisa contou com um total de 26.459 entrevistados por todo o Brasil. Dos respondentes, 65% estão empregados e 35,9% são empregados de empresas de grande porte, com mais de 500 funcionários.

Por Patrícia Generoso

Mesmo com a crise econômica afetando o País, algumas áreas conseguem se manter firmes no mercado de trabalho.

Com o cenário econômico em recessão e com as incertezas para os próximos meses no país, quem deseja trocar de carreira ou está procurando uma recolocação no mercado de trabalho deve estar atento para não fazer a escolha errada.

Algumas áreas conseguem sobreviver bem à crise e devem ser o foco da procura. Essas áreas, no entanto, não devem ser encaradas como imunes à crise econômica, pois podem sofrer algum prejuízo, mas são áreas que enfrentam a crise com maior resiliência. Conheça algumas:  

– Tecnologia:

Sempre em crescimento no país, o setor de tecnologia é um dos que mais suporta as variações econômicas do país. Setores como os de TI absorvem bem os funcionários e oferecem, além disso, salários atraentes. O setor de desenvolvimento de tecnologia também não sofreu queda com a crise e continua com uma boa demanda de profissionais.  

– Saúde:

É uma das áreas em que as famílias não fazem cortes, por ser considerada essencial. Mesmo com a queda do poder de compra do brasileiro, o setor de saúde continua em alta acompanhando também o fenômeno de envelhecimento da população.  

– Educação:

Também considerado pelas famílias um setor essencial, a educação mostra grande resiliência em meio à crise. Mesmo com os cortes realizados pelo Governo Federal em programas como o Pronatec e o Fies, que causaram impacto negativo às instituições de ensino superior privadas, o setor continua sem grandes perdas. 

O brasileiro tem agora uma nova visão de que educação é investimento a longo prazo e não um gasto e isso faz com que esse setor tenha crescimento, mesmo em meio à crise, o que gera tanto vagas na área acadêmica como na administrativa.  

– Setor financeiro:

O setor bancário vem resistindo bem à desaceleração econômica do país, e os profissionais mais requisitados são os que têm um bom entendimento de todas as áreas dos negócios e assim conseguem se mover com mais facilidade pelos setores da empresa. Os profissionais mais requisitados no setor financeiro é o que é responsável pela área de compliance, ou seja, o que cuida do controle da empresa, bem como das regras de transparência da mesma. Nada mais previsível em época de crise.

– Vendas:

Quem tem o talento de impulsionar boas vendas é extremamente precioso para o mercado nesse momento. Embora o consumo tenha diminuído, esses profissionais, quando bem preparados, podem fazer a diferença na empresa.  

– Agronegócios:

Embora a Confederação Nacional da Agricultura afirme que as atividades da agropecuária brasileira sofreram uma inibição devido ao cenário econômico brasileiro, o agronegócio continua tendo um desempenho melhor do que os outros setores da economia.

Segundo os produtores, as exportações cresceram pela desvalorização do real. Os setores que mais crescem na agropecuária brasileira são os de produção de produtos florestais e de carne. 

Por Patrícia Generoso

Taxa de desemprego subiu para 7,9% e tem maior nível em 2 anos. Somente em março a taxa de desocupação atingiu 6,2%.

O primeiro trimestre não veio com uma boa notícia para os brasileiros, principalmente, em relação ao que lhes mais interessa na economia do país: a geração de emprego está em franca queda, o que foi confirmado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/Contínua), entidade que apresentou os dados de que nesse primeiro trimestre do ano de 2015, a taxa de desemprego subiu para 7,9%. Só em março, ainda em conformidade com a pesquisa, a taxa de desocupação de postos de trabalho chegou a 6,2%.

O Pnad Contínua também afirma que se trata do pior resultado se comprado com os primeiros trimestres dos dois anos passados. Mas, nem tudo está perdido, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fez os seus levantamentos sobre economia e emprego no Brasil, chegando à conclusão de que entre janeiro e março é comum ter a dispensa de funcionários que foram contratados no final do ano para empregos sazonais. Tudo pode voltar a melhorar ao longo dos meses vindouros.

Com isso, a entidade de pesquisa conclui que todos os anos já virou “lugar comum” os brasileiros reclamarem da dispensa sofrida após os meses de atuação no emprego temporário, Conforme o coordenador do IBGE, Cimar Azeredo, o Brasil nunca viveu uma pressão tão grande sobre a questão emprego, o que só piora porque a busca por um emprego – ainda mais com carteira assinada – é grande, enquanto a geração de vagas de emprego tem sido muito pouca.

Por se tratar de economia, emprego, ainda mais em um país tão atípico como o Brasil, onde os brasileiros se movimentam em busca de suas oportunidades, mostrou o Pnad Contínua que 7,934 milhões de brasileiros, espalhados por todas as regiões brasileiras, tomaram suas próprias iniciativas para entrarem na lista de ocupados, que por sua vez, conseguem ter renda para pagar suas contas.

No entanto, as notícias também não são boas para essa gente que “vai à luta”, uma vez que chegou a 8 milhões o número de brasileiros desocupados, 23% a mais se comprado ao mesmo período em análise (janeiro e março de 2014). O que teve de relevante e agradável nisso tudo é que a renda do brasileiro teve um leve aumento, chegando a R$ 1.840,00 por mês. Mas, se levar em conta as necessidades de uma família, ainda mais se tiver uma quantidade relevante de filhos, é hora de se aumentar a torcida para que o Brasil saia o quanto antes dessa crise que fechou postos de trabalho em todo o Brasil.

Por Michelle de Oliveira