Com a crise econômica assolando o Brasil, os jovens da Geração Y passam pela 1ª vez por um período de desemprego ou acúmulo de tarefas.

A "Geração Y" é a geração da internet, aqueles que nasceram na década de 80 e crescerão convivendo com as novidades do mundo da tecnologia e a inserção da internet no dia a dia de todos. Esta geração cresceu com a comodidade do mundo moderno, viu de perto o desenvolvimento econômico, as empresas investindo pesado em contratações com altos salários, mesmo sendo jovens sem experiência profissional, mas com conhecimentos tecnológicos e "antenados" com todas as novidades do mercado.

Mas o mundo mudou, infelizmente, para pior, pois a economia de vários países entrou em crise, inclusive aqui no Brasil e pela primeira vez, a Geração Y teve que conviver com o desemprego, sem saber na grande maioria das vezes, como enfrentar a crise econômica que assola o país.

Estes jovens cresceram em um ambiente profissional onde as oportunidades de trabalho eram fartas e eles podiam escolher onde trabalhar, optando pela empresa que lhes pagasse o melhor salário e lhes dessem oportunidades reais de crescimento e liberdade profissional. Era um período de muita prosperidade e eles cresceram mergulhados nesta realidade.

Mas desde o ano passado que o desemprego vem aumentando e os jovens se depararam com uma situação nova para eles. Diferentemente dos funcionários mais antigos, que já atravessaram diversas crises, a Geração Y foi surpreendida pela crise e, pela primeira vez, eles ficaram sem saber o que fazer!

O desemprego vem crescendo principalmente entre os jovens de 18 a 24 anos, pois as empresas agora não querem investir em funcionários, querem é funcionários experientes em crises, que saibam lidar com a situação e possam ajudar a empresa a cortar gastos e conseguir aumentar o lucro sem ter que fazer grandes investimentos.

E tem mais um problema que a Geração Y está enfrentando que é o acúmulo de tarefas. Antes, estes jovens eram responsáveis por um único serviço, um único projeto, eram cercados de outros funcionários que ficavam responsáveis por outras questões. Mas agora as empresas estão “enxugando” o quadro de funcionários e quem não é demitido é muito mais cobrado, precisa apresentar resultados, mesmo com pouco investimento e ainda tendo que fazer várias tarefas.

Assim como as gerações anteriores tiveram que aprender a lidar com a crise, agora é a vez da Geração Y, deixar de lado o passado e viver este novo e cruel presente.

Por Russel

Geração Y é altamente afetada pela ansiedade e tem dificuldade de diferenciar presente e futuro. Passando por sua 1ª crise econômica no País, a Geração Y se mostra menos confiante com o futuro.

A chamada de geração Y é formada por jovens nascidos entre o período que abrange o final da década de 70 até a década de 90. Essa geração deve enfrentar pela primeira vez a primeira crise econômica significativa, desde que entraram no mercado de trabalho, nos anos 2000.

Ao contrário da geração X, que atualmente está mais otimista quanto ao futuro, a geração Y anda duvidosa quanto aos próximos acontecimentos na economia brasileira. Esse otimismo da geração X se explica pelo fato de que essa geração engloba os nascidos entre as décadas de 60 e 70 e que entraram no mercado de trabalho na década de 80 e 90, e sofreram com  sucessivas crises econômicas, portanto já estariam acostumados com a transição entre a instabilidade e a volta ao controle econômico.

O estudo realizado pela Fecomercio de São Paulo, deixa bem claro que a geração Y é altamente afetada por essas características de ansiedade, e por isso tem dificuldade de diferenciar presente e futuro.  Outro fator apontado pela pesquisa é que a geração X esperava um cenário futuro melhor, baseado nos cenários já conhecidos, boa parte da  geração Y não tem essa mesma base para projetar cenários otimistas para um futuro próximo.

Um dos fatores que a geração X critica na geração Y é a inconstância no trabalho, que pode ser explicada pelo começo do uso da tecnologia já por essa geração. Segundo a geração X, o crescente uso da tecnologia pela geração Y, além de criar uma ansiedade excessiva, provoca alta rotatividade nos empregos, o que pode contribuir para a sensação de insegurança.  E nada mais natural do que uma geração que cresceu em um período de crescimento e prosperidade econômica, característico pelo começo do uso da tecnologia no país, se sentir insegura perante a sua primeira crise.

O cenário de rotatividade nos empregos, protagonizado pela entrada da geração Y no mercado de trabalho, acompanhou a queda do desemprego, porém o cenário mudou por volta do ano de 2014 e em 2015 o cenário continuou o mesmo: houve queda no número de vagas, aumentando ainda mais o desemprego, o que diminuiu a rotatividade de trabalho entre os jovens. Esse fator, ao que tudo indica contribuiu para o aumento da insegurança dos jovens, que sem poder buscar melhores condições de trabalho, mudando de emprego, passam a não acreditar no futuro.

A geração Y tem em frente um grande desafio: encarar sua primeira crise, lidando com sua ansiedade,  não a deixando influenciar seu desempenho.

Por Patrícia Generoso

Geração Y

Foto: Divulgação

Google se mantém no 1º lugar no ranking como a empresa mais admirada pelos jovens profissionais brasileiros. Em 2º lugar está o Facebook e em 3º, a Natura.

O Google continua sendo a empresa mais admirada pelos jovens brasileiros e de muitos outros países. Conseguir trabalhar no Google continua sendo o principal desejo de muitos jovens, mas há outras grandes empresas que estão na mira destes futuros profissionais.

Uma pesquisa realizada com mais de mil jovens, no ano passado, apontou o Google como a melhor empresa para se trabalhar, de acordo com os jovens entrevistados.

A gigante de buscas na internet, já se mostrou que quer ser grande também em várias outras áreas e está conseguindo, como na de smartphones e tablets e continua investindo em pesquisas e trazendo novidades para o mercado. A empresa se identifica com os jovens que vivem neste novo mundo de tecnologias, não gostam daqueles empregos formais e estão repletos de ideias para serem colocadas em prática. Por isso, quando os jovens foram questionados sobre qual empresa eles gostariam de trabalhar, levando em consideram o ambiente de trabalho, eles não tiveram a menor dúvida em indicar o Google que ficou, mais uma vez, com o primeiro lugar no ranking.

Em segundo lugar vem o Facebook, outra empresa que também oferece um ótimo ambiente de trabalho para os jovens profissionais, mesmo sendo tão exigente com os mesmos.

A Apple e a Microsoft também ficaram entre as empresas mais citadas, mas, curiosamente, a que ficou com a terceira posição foi a Natura, uma empresa que não atua na área de tecnologia, mas que está entre as três mais admiradas pelos jovens.

A Petrobras, apesar da crise que vem enfrentando, ainda continua sendo uma das preferidas de muitos jovens brasileiros e conseguiu ficar entre as 10 mais citadas, assim como o Banco Itaú e a Ambev.

Confira o ranking das 10 empresas mais admiradas pelos jovens:

1º) Google – 58%;

2º) Facebook – 25%;

3º) Natura – 9%;

4º) Apple – 7%;

5º) Microsoft – 6%;

6º) Unilever – 5%;

7º) Agências de publicidade – 5%;

8º) Petrobras – 4%;

9º) Itaú – 3%;

10º) Ambev – 3%.

Por Russel