Falta de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, pressão em excesso e chefes mal preparados tiram a qualidade de vida dos profissionais no ambiente de trabalho.

Não há a menor dúvida de que o que mais estraga a qualidade de vida dos profissionais brasileiros são os chefes, mas isso não significa que são aqueles chefes que pegam no pé do funcionário e não lhe dão folga para nada, pelo contrário, os profissionais reclamam dos chefes que são "fracos", que não trazem novidades para a empresa, não buscam novos mercados, não reúnem a equipe para um plano estratégico, ou seja, os profissionais reclamam do chefe hoje em dia, porque querem trabalhar, crescer, ver a empresa prosperar, mas o chefe acaba travando todo este processo.

Quando se tem um chefe focado no crescimento da empresa como um todo, os funcionários poderão fazer planos, traçar metas, sonhar com novas possibilidades e claro, garantir uma qualidade de vida melhor.
Mas não são apenas os chefes fracos que têm tirado o sono dos bons profissionais, há outras causas impedindo a busca por uma melhor qualidade de vida, por exemplo, a falta de um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

Levar serviço para casa não é nenhuma novidade, aliás, é uma prática muito antiga, mas com o avanço da tecnologia, atualmente as empresas se fazem presentes na vida do funcionário quase que em tempo integral. Fora do horário de trabalho os profissionais precisam ficar conectados o tempo todo para conferirem e-mail ou mensagens no celular, pois a empresa pode estar lhes enviando algum comunicado mais urgente.

E tem o fato ainda de que com concorrência cada vez maior, os profissionais estão tendo que se dedicar cada vez mais ao trabalho e isso, claro, tem roubado o tempo que antes era dedicado ao descanso, convívio com a família, um futebol com os amigos, uma ida ao supermercado, ao salão, ao shopping, algum reparo na residência, maior convivência com os filhos, tudo isso tem dado lugar ao trabalho e a qualidade de vida, claro, vai caindo em disparada.

Por último, um dos fatores que mais contribuem para a queda de qualidade de vida dos profissionais é a pressão em excesso.

No atual cenário, nenhum profissional espera que seja diferente no ambiente de trabalho, a pressão faz parte do dia a dia de todos, mas tudo em excesso é prejudicial e quando este excesso é uma pressão feita no trabalho por mais e melhores resultados, tende a desmotivar o profissional e o resultado pode ser justamente o contrário para a empresa.

Sempre que o profissional detectar algo no trabalho que o impeça de crescer profissionalmente, contribuir com o crescimento da empresa e compromete sua qualidade de vida, o melhor caminho é o do diálogo, pois esperar que as coisas mudem sem levar ao conhecimento dos seus superiores a sua insatisfação com a empresa, poderá gerar prejuízos para ambos, patrões e empregados.

Por Russel

É preciso saber lidar com os perfis dos chefes no ambiente de trabalho, que podem ser, os autoritários, os bipolares, os inseguros e os parciais.

No mercado de trabalho está cada vez mais claro que os gestores precisam ter inteligência emocional. Posturas arbitrárias e autoritárias por parte do chefe representam conceitos ultrapassados no mercado de trabalho. Entretanto, além de profissionais com esses perfis, existem chefes com complexos traços de personalidade, como gestores com bipolaridade, irritação, insegurança e postura parcial.

Profissionais autoritários, nervosos e geniosos tendem a deixar a equipe mais tensa, além de provocar insatisfação nos colaboradores e favorecer um ambiente desgastante. Para lidar com chefes assim, segundo reportagem da “Revista Exame” – publicada em outubro de 2012 – o profissional não deve encarar as atitudes do chefe como algo pessoal. Outra dica é tentar entender a visão e o ponto de vista abordados por ele. A reportagem ainda destaca que procurar saber a opinião do chefe sobre o seu trabalho é uma boa alternativa para melhorar as relações profissionais entre ambos.

Os gestores considerados bipolares são um desafio, há dias em que as ideias e o poder de argumentação do colaborador funcionam, ao mesmo tempo em que as sugestões se tornam inviáveis, de acordo com a opinião do chefe. Para contornar a situação, não se deve apenas enfrentar cara a cara o gestor nas situações em que o líder do time esteja irritado, segundo artigo publicado no site da “Catho”. A solução seria conversar sobre as divergências ocorridas num momento propício e menos tenso. Mas é importante ser sutil e cuidadoso, ao tratar sobre as situações desagradáveis.

Chefes inseguros também podem contribuir para um ambiente de trabalho menos saudável. Este perfil implica em situações movidas a pessimismo. Segundo o artigo da “Catho”, para lidar com chefes “reclamões”, uma das possibilidades é apresentar soluções criativas e positivas. Mas se não houver quaisquer efeitos, a melhor opção é manter o “distanciamento”.  

Um dos temas mais complicados é lidar com o chefe parcial. Trata-se daquele que mantém os seus “favoritos” do escritório, o que não possibilita espaço de desenvolvimento e autonomia para quem se encontra “fora da lista exclusiva”. A orientação no artigo da “Catho” é de que o profissional mantenha suas convicções e não “force uma amizade” com o chefe. Neste caso, talvez, seja preciso procurar por outras oportunidades de trabalho. 

Por Letícia Veloso

Algumas atitudes no trabalho podem desagradar o chefe, mas é possível melhorar ou amenizar a situação.

Manter a postura em um ambiente de trabalho é essencial, ainda mais quando se trata do seu comportamento com o chefe. Muitas atitudes podem desagradar e dar uma má imagem para seus superiores sem que você perceba. Separamos algumas delas junto com algumas dicas de como melhorar ou amenizar a situação.

– Criar caos sem motivo:

Começaremos pela mais óbvia, ninguém gosta de pessoas extremamente alarmistas, menos ainda das dramáticas demais. Se sentir perseguido e sempre culpado pelas coisas e querer resolver tudo criando uma “tempestade em copo d’água” não agrada nem aos chefes, nem aos seus colegas. Tente ver a situação sempre de um modo racional, talvez um problema não seja tão grave quanto você acha que é.

– Ser muito bajulador:

Os “puxa-saco” sempre existem e muitas vezes é necessário ser assim, mas saiba que existem momentos apropriados para querer agradar seu chefe. A melhor forma de mostrar serviço é quando você tem um bom serviço para mostrar, não tente fazer tarefas de outros funcionários ou complicar uma tarefa simples para mostrar que você entende sobre o assunto, o ideal é fazer bem a sua obrigação. Todos querem ser reconhecidos, saiba como se destacar sem aparecer demais.

– Mostrar-se com problemas insolúveis:

Começaremos aqui pela dica: Não mostre problemas para o seu superior. Sempre que enxergar algo, tente primeiro encontrar a solução e se possível resolver sozinho ou quando for apresentar o problema para seu chefe, vá com uma proposta de solução junto, isso te dá crédito com ele, além de facilitar sua vida no trabalho.

– Desmerecer seu superior:

Nunca tente tirar a autoridade de seu chefe por mais intimidade que você tenha, saiba também separar sua relação profissional e pessoal com todos da sua equipe para não parecer que você quer ser mais do que o próprio chefe. Essa é uma outra atitude que é reprovada tanto pelos superiores quando pelos colegas.

Na maioria dos casos, pensar antes de agir e falar ajuda muito a não tomar atitudes erradas na empresa. É fundamental ter um bom relacionamento com os colegas e principalmente com o chefe, mas os cuidados que devem ser tomados ao lidar com ambos devem ser os mesmos. 

Por Tom Vitor de Freitas