A Constituição Brasileira, em seu 7º artigo, versa que o salário mínimo deve ser recebido pelo trabalhador por uma determinada jornada de trabalho estabelecida, devendo a quantia ser suficiente para gastos com educação, moradia, saúde, lazer, dentre outras despesas essenciais à vida. No que tange a esse artigo, uma questão levantada pelos economistas e até mesmo pela população assalariada é: Como pagar todas essas contas com o salário mínimo vigente de R$ 724,00?

O reajuste para R$ 724,00 aconteceu em janeiro de 2014, por determinação do Governo Federal, no entanto, mesmo com o aumento segue-se o dilema de como um cidadão poderá viver com qualidade de vida ganhando apenas o mínimo? Economistas podem não ter a resposta precisa para isso, mas muitos já fizeram os cálculos para saber de quanto deveria ser o salário mínimo para ao menos se viver com dignidade.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), os R$ 724 representam apenas uma terça parte do que de fato uma pessoa precisa para ter suas necessidades supridas. Isso significa que os rendimentos mensais deveriam ser de R$ 2.748,22 para que uma família pudesse ter acesso à alimentação de qualidade e outros itens essenciais à sobrevivência.

Para se chegar a esse valor ideal para o salário mínimo, o órgão usou as variações de preço da cesta básica em diversas capitais brasileiras, chegando à conclusão de que o valor atual está bem distante do que a própria Constituição estabeleceu como metas a serem supridas por ele. Não se precisa de muita pesquisa para concluir que é praticamente impossível uma família pagar alimentação, moradia, lazer e outros quesitos essenciais à vida com um valor tão irrisório como o salário mínimo.

O que resta, a cada ano, é o cidadão esperar sempre por um reajuste no salário mínimo, um aumento que a cada ano chega sem grandes surpresas e sem nenhum impacto positivo na vida do cidadão.

Por Michelle de Oliveira

Foi anunciado pelo ministro do trabalho, o sr. Carlos Lupi, o aumento do valor do salário mínimo para R$ 465,00 a partir de 1 de Fevereiro de 2009.

Não é uma mudança muito grande (apenas R$ 50,00), mas é um passo importante para que se chegue em breve finalmente a casa de R$ 500,00. Serão 21 bilhões de reais a mais circulando na economia brasileira, na tentativa de reaquecer o mercado.

Será também criado um novo seguro-desemprego para evitar novas demissões, e será chamado de “seguro-emprego”.