Em uma organização, espera-se que cada colaborador cumpra seu papel e gere resultados práticos. Mas essas pessoas não podem corresponder às expectativas se não estiverem cientes daquilo que se espera delas. Uma definição clara de responsabilidades e de metas individuais torna essa situação muito mais clara.

O ditado “para bom entendedor, meia palavra basta” não corresponde à realidade das relações humanas em uma empresa. Os indivíduos sempre precisam de princípios que norteiem sua conduta e seu trabalho. Não é razoável esperar que metas sejam atingidas, se os funcionários não tem noção de onde a companhia quer chegar e de quais os passos para isso. Reuniões periódicas para discussão do andamento das atividades ajudam muito a solucionar dúvidas e ajustar rotas.

Seja explícito a respeito de tudo o que você espera dos colegas que trabalham com você. Não espere que eles “sintam no ar” o que precisa ser feito ou você pode ficar aguardando mais tempo do que desejaria.

Seu colega cometeu um deslize no trabalho. O fato é que não é a primeira vez e ele é mal visto desde então. Desse modo, ele lhe pede para assumir o erro ou dividir a responsabilidade com você.

Mas será honesto ou ético “assumir a bronca” de alguém?

Todo ser humano adulto precisa estar consciente de seus direitos e deveres. E quando esses deveres são negligenciados e falhas são cometidas, é preciso estar preparado para suportar as consequências. Tomar para si o peso do erro de outra pessoa para ajudá-la só terá efeitos prejudiciais, pois irá incentivá-la a continuar não arcando com a responsabilidade de seus atos.

Só responda frente à empresa pelos seus próprios atos. Não tente defender os outros de enrascadas dividindo culpas, pois isso só torna as coisas piores para ambas as partes envolvidas.

Em qualquer ambiente onde as pessoas precisem conviver, é necessário que haja regras mínimas para uma convivência harmoniosa. Nas organizações, o respeito a essas regras tem um caráter fundamental.

Usar os sanitários de forma apropriada, fumar apenas em áreas permitidas, zelar pela limpeza e organização do setor do “cafezinho”, atentar para aparelhos que devem ser ligados e desligados ao final de cada dia. Todas essas atitudes demonstram o respeito dos colegas uns pelos outros, e ajudam a manter os espaços em condições adequadas de utilização durante a maior parte do tempo.

É preciso lembrar também que as pessoas responsáveis pela limpeza não são “escravas”, e certamente não terão tempo de deixar ambientes em péssimas condições impecáveis novamente.

Se todos contribuírem para a manutenção dos ambientes da empresa,os espaços estarão sempre em condições de serem usados, o que também demonstra comprometimento com a organização.

Você já trabalha ou foi escalado para trabalhar no setor da empresa que trata da área financeira. É uma função que exige organização, seriedade e muito empenho. Qualquer deslize pode acarretar consequências sérias para você e às vezes para outras pessoas também.

Cuidar da gestão de numerários e recursos não é uma tarefa para qualquer um. Muitos indivíduos simplesmente tem verdadeiro pânico de cometerem algum e virem a ser responsabilizados por isso.

O bom profissional da área financeira geralmente já exibe as características adequadas para se lidar com dinheiro. É preciso atenção, comprometimento, e acima de tudo desenvolver mecanismos que permitam manter o controle mais preciso possível de todos “fatos financeiros” em tempo real.

Só aceite a incumbência de trabalhar com o dinheiro dos outros se realmente se sentir preparado para isso, do contrário é melhor dizer um “não” agora para não se arrepender depois.

Em algumas organizações, é comum que certos indivíduos, para se livrarem rapidamente de algum tipo de tarefa, executem-na de maneira incompleta ou fora dos padrões. Na ânsia de terem o trabalho pronto o mais rápido possível, esquecem-se que rapidez nem sempre é sinônimo de qualidade.

O retrabalho é uma ocorrência que emperra o desenvolvimento de muitas empresas. Ter que repetir um mesmo procedimento mais de uma vez é um desperdício de tempo e de recursos.

Num ambiente de competição em que todos os detalhes influenciam o resultado final das corporações, é inaceitável que isso aconteça. É preciso que todos estejam cientes de que cada trabalho que precisa ser feito duas vezes representa um desgaste desnecessário tanto para o colaborador quanto para a empresa.

Declare guerra ao retrabalho. Concentre todas as suas forças para que tudo saia a contento já na primeira vez.

Mal-entendidos e coisas incompreendidas: eis duas coisas capazes de gerar conflitos na rotina corporativa.

Alguns indivíduos acham que os demais precisam captar as informações no ar. Definitivamente, no trabalho, não deve valer a máxima “para bom entendedor, meia palavra basta.”

Definir claramente responsabilidades, determinar a maneira padrão de executar procedimentos, delimitar como deve ser a comunicação entre o meio interno e com o meio externo; tudo isso evita que erros sejam cometidos por falta de clareza.

Um chefe não pode chamar um colaborador à responsabilidade, por exemplo, se não deixa claro tudo que se espera dele. Esclarecer todos os pontos importantes torna tudo transparente para todos os envolvidos.

Num ambiente em que as pessoas estão conscientes de seus papéis e responsabilidades, o trabalho flui muito melhor e a gestão também pode ocorrer de maneira mais eficiente.