Renda média mensal dos militares, funcionários públicos e trabalhadores com carteira assinada teve queda em março de 2015. Trabalhadores sem carteira assinada tiveram aumento na renda média mensal de 2,7%.

Resultados de uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, dia 28, pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – apontou para uma queda do rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros. Os dados são do PME – Pesquisa Mensal do Emprego, e são referentes ao período de fevereiro para março e já considerando o desconto da inflação do período.

Os dados da pesquisa apontam para uma queda de 2,8%, a renda média mensal, que era de R$ 2.196,76 e caiu para R$ 2.134,60, e é a maior queda desde janeiro de 2003. Se comparada com o ano passado, considerando-se o mês de março, a perda foi de 3%, e o valor da renda média mensal no período ficou em R$ 2.200,85.

Quem teve a maior perda foram os militares e os funcionários públicos – os rendimentos comparados com fevereiro e em uma comparação anual tiveram quedas de 2,3% e 3,1%, respectivamente. A renda média era de R$ 3.726,10 no ano passado e ficou em R$ 3.612,10 neste ano.  Estima-se que uma das causas das quedas possa ser a falta de reajustes salarial dos grupos – militares e funcionários públicos.

Quem também teve uma queda na sua renda média mensal, seguindo os funcionários públicos e os militares, foram os trabalhadores com carteira assinada, que perderam 2,1%, na comparação com fevereiro – e comparando com o ano passado, no mês de março, a queda foi de 2,3%. A renda média dos trabalhadores com carteira assinada caiu de R$ 2.005,37 para R$ 1.959,70. Enquanto isso, os trabalhadores sem carteira assinada tiveram aumento em sua renda média mensal, que passou de R$ 1.518,63 para R$ 1.560,00, representando uma alta de 2,7%, mas em comparação a fevereiro o grupo também perdeu renda, com uma queda de 0,4%. 

Esses dados são preocupantes, pois indicam que os salários não estão conseguindo acompanhar as altas de produtos e bens de consumo.

Por Elia Macedo