Em 1997, o governo de FHC tomava a polêmica decisão de privatizar o setor de telecomunicações do Brasil. Passados mais de dez anos, é possível ter uma perspectiva histórica da venda da Telebrás, analisando sobretudo a consequência dessa venda na empregabilidade do setor.

Para muitos, ainda hoje, a privatização da Telecom nacional é e nunca deixará de ser prejudicial ao Brasil principalmente porque o centro de decisões passou a ser estrangeiro.

A desconfiança com a venda ganhou mais voz quando as multinacionais que passaram a controlar o setor começaram a demitir e a terceirizar serviços como o atendimento ao cliente e serviços de manutenção. O resultado imediato foi a queda na qualidade dos serviços e também no número de postos de empregos, que em 2003 atingiu seu pior patamar – 88 mil postos de trabalho, queda de 31,25% em relação a 1994, quando o setor registrou 128 mil empregados.

Ainda assim, depois da péssima média de 2003, impulsionada pelo boom da internet no Brasil e a chegada de novos serviços, a empregabilidade em Telecom voltou a crescer e já em 2005 registrou 118 mil empregados. Um estudo do DIEESE aponta concentração de vagas na Região Sudeste (69%), com quase 45% de contratações só em São Paulo. No Sul a fatia é de 14%, no Nordeste 8%, e no Norte só chega a 2%.

Por Diego Diniz