O bom desenvolvimento da economia brasileira demonstrou à população e ao mundo que o país é capaz de crescer com índices superiores a 7% no ano, embora o Produto Interno Bruto (PIB) de 7,5% de 2010 não seja considerado sustentável para a realidade da nação na opinião de muitos economistas.

No mesmo instante em que os números econômicos foram positivos, as taxas de emprego ilustraram não apenas a inserção de novos trabalhadores no mercado, mas o otimismo de empresários e da própria população. O pessoal desempregado por qualquer motivo, por sua vez, conta com o seguro-desemprego, oportunidade ideal para a manutenção de contas a pagar e readequação financeira.

De acordo com Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, o ministério sonda, juntamente à pasta da Educação, um meio de qualificar pessoas que têm acesso ao seguro-desemprego através de cursos de qualificação. Em sua visão, o modelo já aplicado na Itália pode ser designado e adaptado ao Brasil.

Em 2010, segundo dados do ministério do emprego, quase 7,5 milhões de trabalhadores tiveram acesso ao seguro-desemprego e um ano antes, pouco mais de 7,8 milhões.

Se a ideia for levada adiante, quem sabe a constatação de falta de profissionais qualificados para várias áreas seja menos recorrente entre os empresários. O Brasil necessita, realmente, atentar-se ao potencial interno, pois os bons presságios de todos os setores envolvidos na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016 podem, depois dos eventos, permanecer no país.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Agência Brasil

O mês de agosto fechou com saldo positivo de empregos no país. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou a criação de mais de 240 mil empregos formais no mês passado. Esses números representam um crescimento de 0,75% em relação a julho, quando foram criados 328 mil empregos.

De janeiro a agosto, o nível de emprego cresceu 2,13% em relação ao semestre anterior, em 2008. De acordo com o Ministério, o total acumulado de agosto do ano passado até agosto de 2009 é de 328.509 vagas criadas. O cenário positivo anima os economistas, que acreditam que os níveis de emprego aumentarão até o mês de dezembro.

Aos poucos, a economia demonstra leve recuperação através de uma mudança gradual no cenário do mercado de trabalho nacional. É o que mostram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontando a criação de 138.402 postos de trabalho com carteira assinada no mês de julho.

Segundo o Caged, no mês passado 1.398.181 trabalhadores formais foram admitidos frente à demissão de 1.259.779. No acumulado do ano, o Ministério do Trabalho divulga um saldo líquido de 437.908 empregos com carteira assinada.

Esses números representam o melhor desempenho do ano, que iniciou com um saldo negativo em mais de 100 mil empregos formais.