De acordo com as informações divulgadas pelo Caged, o setor do comércio demitiu 26.251 trabalhadores de carteira assinada. De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério Trabalho e Emprego (MTE), no mês de março de 2014, o setor de comércio foi o que mais demitiu trabalhadores formais.

O motivo para a queda de pessoas empregadas foi o fim da temporada de férias. As informações foram divulgadas com base nos dados obtidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No período citado o comércio chegou a demitir 26.521 trabalhadores. Todos eles com carteira assinada. Segundo as analises feitas, este foi o pior desempenho visto entre os diversos setores avaliados. Em número mais técnico  o resultado apresentado acabou por contribuir e muito para um saldo de apenas 13.117 vagas registradas no período. Para se ter ideia da problemática que envolve o fato esse é o pior registro dos últimos 15 anos.

Em segundo lugar no ranking das demissões está o setor da agricultura. Neste caso foram fechados 5.314 postos de trabalho. De acordo com o ministro Manoel Dias (Trabalho e Emprego), esse fraco desempenho se deve principalmente aos problemas climáticos que afetaram diversas regiões do Brasil e também pelo fim da colheita.

Mesmo que no momento atual o Nordeste ainda sofra com a seca e o Norte com as chuvas torrenciais, as demissões maiores, ainda segundo o ministro, se deveram principalmente pelo fim da Safra.

No outro lado da história temos as contratações feitas no mês de março. De acordo com as análises as contratações resultaram em total de 37.453 trabalhadores empregados. Esses números são referentes ao setor de serviços. Na seqüencia temos o setor industrial com a criação de 5.485 vagas. Já em terceiro lugar vem o setor público. De acordo com o ranking feito pelo Caged, o saldo positivo foi de 3.482 postos de trabalho criados.

A renda média de quem teve a sorte de se manter empregado também sofreu alterações, porém, neste caso para melhor. Em março passado a renda era em torno de R$ 1.138,46. No mesmo mês de 2014 o valor passou para R$ 1.166,84.

Por Denisson Soares

O nível de desemprego do mês de março fechou em 6,2%, uma alta de 0,5 ponto percentual se comparado a fevereiro. Os dados foram calculados e divulgados pelo IBGE na quinta-feira (26/04). De acordo com o Instituto, a taxa de desocupação ficou estável em março em relação ao mesmo mês do ano passado.

O total de brasileiros desocupados ficou em 1,5 milhão de pessoas, sofrendo alta de 8,8% se comparado a fevereiro. Em relação ao ano passado, a taxa também se manteve estável. Já o total de ocupados fechou o mês em 22,6 milhões de brasileiros, registrando estabilidade se comparado fevereiro. O número de empregados, no entanto, cresceu 1,6% (ou 367 mil pessoas a mais) quando comparado a março do ano passado.

O setor privado manteve o mesmo número de trabalhadores com carteira assinada na relação março e fevereiro. Na relação março de 2012 e março de 2011, a alta foi de 3,7%, sendo 394 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada.

Já a renda média dos ocupados ficou em R$ 1.728,40, tendo sido o valor mais alto desde março de 2002. Em relação a fevereiro, o crescimento do rendimento foi de 1,6% e, quando comparado a março do ano passado, a alta foi de 5,6%.

Por Matheus Camargo

Fonte: IBGE

No ano passado, o Brasil havia registrado alta com relação à criação de cargos para empregos formais na indústria. Já este ano, a coisa foi diferente.  Em janeiro, o índice de empregos industriais caiu em 21,8% em relação a 2011. Em 2012, apenas cerca de 38 mil cargos foram disponibilizados para empregados considerados “formais”.

No que diz respeito ao comércio, mesmo que seja um segmento em crescimento no Brasil, o valor também foi decrescente em relação aos meses anteriores, inclusive os do ano passado. Com o crescimento comercial online, muitos estão optando por diminuir as vagas de vendedores e comerciantes no geral.

Mesmo havendo uma movimentação considerada “sazonal” na área, ou seja, o volume de empregos incha ao longo de determinadas épocas do ano como, natal, ano novo e férias, 36,3 mil demissões foram realizadas dentro do patamar comercial brasileiro. Este valor foi quase o dobro se comparado com o mês de janeiro de 2011. Mesmo assim, no ano passado o saldo também foi considerado negativo, onde 18 mil vagas foram extintas do segmento.

A maioria espera uma melhora para 2013, devido à proximidade de eventos esportivos.

Por Jéssica Monteiro

Fonte: IG

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que o índice de brasileiros com medo do desemprego aumentou.

O índice trimestral tem de base 100 pontos, quanto mais pontos atingir, mais medo a população tem.

Depois de registrar 78,7 pontos em setembro, a pesquisa realizada em dezembro indicou um aumento de 3,7% em referência ao mês de novembro, atingindo 81,6 pontos. Em relação a dezembro de 2010, o índice cresceu 2,9%.

Esse crescimento do medo do desemprego foi devido principalmente ao aumento do índice de pessoas com muito medo do desemprego, que teve um salto de 12,8% em setembro para 19,2% em dezembro. Já o índice das pessoas com pouco medo teve queda de 7,1%,  saindo de 30,2% para 23,1%. E o percentual dos que afirmaram estar sem medo do desemprego aumentou de 57% em setembro para 57,7% em dezembro.

Segundo o economista da CNI Marcelo Azevedo, já era esperado esse aumento, pois se o índice era baixo em setembro, era muito provável que voltasse a crescer. "Contudo, se o cenário econômico mundial adverso permanecer, a tendência é de que o medo do desemprego continue a aumentar nos próximos meses”, afirmou.

Por Sérgio Martins dos Santos

Sondagem divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relacionou estabilidade no índice de desocupação do mês passado, para 6,4% – em janeiro, a taxa registrada foi de 6,1%. No confronto com fevereiro de 2010, o dado é negativo, uma vez que nessa ocasião constatou-se margem de 7,4%.

O IBGE aponta expansão de 6% da população desocupada em fevereiro, ao todo 1,5 milhão de cidadãos, em relação a janeiro. Sobre o período análogo do ano passado, a taxa arrefeceu 12,4%.

Estabilidade também foi observada se destacada a população ocupada em fevereiro, 22,2 milhões de pessoas, ante o primeiro mês de 2011. Na base comparativa anual, porém, acréscimo de 2,4%, ou 515 mil indivíduos com algum tipo de ocupação.

Em sua página na internet, o instituto diagnosticou 10,7 milhões de habitantes com registro em carteira de trabalho em fevereiro no setor privado, avanço de 1,7% sobre janeiro. Em detrimento ao segundo mês de 2010, crescimento de 6,9%, ou 687 mil vagas de trabalho.

Por outro lado, se os números do emprego apresentam estabilidade em alguns pontos, há alta em outros, como por exemplo, o rendimento médio real que decaiu 0,5% na relação mensal, mas pulou 3,7% na base de relação anual.

Por Luiz Felipe T. Erdei

A campanha presidencial de Dilma Rousseff levou aos brasileiros inúmeros dados positivos dos oito anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do país. Além de ressaltar índices referentes à economia, a propaganda político-partidária da ex-ministra-chefe da Casa Civil destacou os números relacionados ao emprego.

Nas duas gestões de Lula, cerca de 15 milhões de postos de trabalho foram criados em todo o país, dos quais 2,5 milhões somente no ano passado. Mantendo bom nível de empregos pelo setor, a indústria paulista gerou 20 mil oportunidades em fevereiro, que somadas às de janeiro chegam a 34,5 mil no ano, alta de 1,36% sobre o primeiro bimestre de 2010.

De acordo com o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o avanço sem ajuste sazonal chegou a 0,81%.

A Fiesp assinala que de todos os ramos sondados, 16 apresentaram alta, enquanto três registraram índices negativos e outros três taxas estáveis. O destaque ficou por conta da Fabricação de Coque, derivados e biocombustíveis, com avanço de 3,5%. Por outro lado, a Metalurgia concebeu queda de 1,0%.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Fiesp

Numa sociedade altamente competitiva, baseada justamente no poder atrelado ao dinheiro, não é baixo o número de pessoas com altos ganhos, assim como não é nada amena a quantidade de cidadãos que ganham apenas um salário mínimo. Entretanto, o problema é ainda mais grave quando a palavra ‘desemprego’ é citada, mal que ainda aflige o país com severidade.

De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 55% das pessoas sem ocupação nas seis principais regiões metropolitanas brasileiras são da classe social mais desfavorecida. Embora alto, o índice é bem mais baixo em relação ao registrado em 2005, de 66,9%.

O Ipea assinala que embora exista essa desigualdade no quesito desemprego, a desocupação pelo país continua em baixa e o rendimento real do pessoal ocupado em alta. Outra tendência constatada, até certo ponto positiva aos mais pobres, é o tempo em que se dedicam a procurar uma vaga de trabalho. Em 2005, o sofrimento a essa casta era maior; em 2010, são os de renda mais elevada que encontram dificuldades em se recolocar no mercado de trabalho.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Ipea

Enfocada em salientar para a sociedade uma série de dados, desde os mais simplórios a outros mais complexos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que após um quadrimestre de estabilidade, o número de trabalhadores com ocupação no setor industrial baixou 0,1% em dezembro sobre novembro do ano passado, já com ajuste sazonal.

Ao longo de sete meses, afiança o IBGE, o pessoal ocupado no segmento cresceu 3,3%, e em relação a dezembro de 2009 o emprego na indústria aumentou 3,4%, nível pouco mais robusto em relação ao comparativo anual de novembro (3,1%).

De acordo com o IBGE, todas as regiões sondadas contribuíram positivamente para os números, com destaque para Rio de Janeiro, onde o índice saltou 4,4%, em seguida por Santa Catarina e Minas Gerais, cada qual com alta de 3,9%, e São Paulo, com progresso de 3,0%.

Especificamente à indústria paulista, as atividades de meios de transporte registraram variação de 8,7%, acompanhadas pelo crescimento de 7,5% do ramo de máquinas e equipamentos.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: IBGE

Informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reportaram queda no índice de desemprego em todo o país. Em outubro, o percentual constatado chegou a 6,2%, ante 6,1% em setembro, a menor taxa desde 2002, ano em que a série foi iniciada.

Para Cimar Azeredo, gerente de Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, os dados levantados no mês passado apontam que o desemprego deste ano ficará abaixo do índice de 2009 em virtude dos postos de trabalho temporários entre novembro e dezembro. Em sua visão, possivelmente o nível de emprego voltará ao patamar abalizado antes da crise financeira mundial.

Além desse fato, fora diagnosticado ser esse o terceiro recorde seguido. De acordo com a agência de notícias Reuters, o número de cidadãos ocupados perfez 22,3 milhões no mês passado, índice estável em comparação a setembro, o que indica, portanto, crescimento de 3,9% no confronto anual.

Caso semelhante relacionou-se à população desocupada, que também apresentou estabilidade no confronto mensal, totalizando 1,4 milhão de pessoas, arrefecimento de 17,6% contra outubro de 2009.

Com base nos dados do IBGE, Azeredo atesta que o aumento do emprego na região metropolitana de São Paulo tem puxado o crescimento do país, mesmo o colapso financeiro ter atingido fortemente todo o Estado.

Por Luiz Felipe T. Erdei

O emprego industrial parece finalmente estar reagindo. O aumento de 0,79% na Grande São Paulo e de 0,63% no interior paulista pode não parecer tão espetacular, mas representa o maior avanço em 17 meses.

O número é animador, já que até agosto o crescimento era tímido, de 0,4% de junho para julho e de 0,3% de julho para agosto. Ainda assim, é provável que estejamos abaixo do mesmo período do ano passado, já que em agosto o deficit era de 6,7%.

Ou seja, se você é trabalhador da indústria e perdeu emprego durante a crise, a hora é de ânimo. Continue enviando seu currículo.

Confira o vídeo, com comentários de José Pastore, professor da USP

A taxa de emprego continua subindo no estado do Pará, é o que revelam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O aumento vem sendo registrado na região desde o mês de abril desse ano, refletindo uma leve melhora do quadro econômico nacional no mercado de trabalho.

A análise é feita a partir do saldo resultante do número de trabalhadores admitidos e demitidos de empregos com registro formal. A pesquisa da entidade revelou que as demissões vêm sofrendo grande queda no estado, enquanto que o mês de julho apresenta o maior índice de contratações formais, atingindo a marca de 23.891 empregos.

Entre os principais setores responsáveis pela retomada das contratações está a construção civil, responsável por 2.480 vagas criadas no mês de julho.

A região metropolitana de Fortaleza/CE apresentou redução no índice de desemprego, registrando a menor taxa total dos últimos quatro meses. Segundo os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), o mês de julho indicou taxa de 12,3% de desemprego, contra os 12,4% registrados no mês anterior.

Segundo o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), responsável pela divulgação das pesquisas, os setores que mais contribuiram para essa redução no índice de desemprego foram os de alimentação e da construção civil. Na média realizada entre os trabalhadores que entraram no mercado e as demissões, foram geradas 24 mil novas vagas entre junho e julho. O diretor do IDT, Mancabira Junior, aponta a alta da estação como principal motivador do aumento de oportunidades no mercado de trabalho.