Quase todas as organizações tem dados e informações que precisam ser mantidos em sigilo. Caso estes sejam revelados a pessoas indevidas podem causar transtornos e até mesmo prejuízos para a empresa. Quem está de posse disso, deve, então, ter muito cuidado.

A própria legislação trabalhista já prevê a responsabilidade daqueles que detem dados confidenciais dentro de uma companhia. Se faltarem com seus deveres em relação a isso, essas pessoas podem até mesmo ser demitidas por justa causa. Lidar com itens sigilosos não é para qualquer um e exige muito bom senso e equilíbrio. Qualquer deslize pode e deve ser punido pelos superiores hierárquicos dentro da empresa.

Se confiaram a você coisas que precisam ser mantidas em segredo, não traia essa confiança. Isso garantirá sua credibilidade e ainda lhe abrirá portas para que empreitadas maiores sejam repassadas a você, com todos os benefícios que elas possam vir a trazer.

Em meio à concorrência acirrada, muitas empresas orientam seus colaboradores a dizerem “meias verdades” ou até mesmo a mentirem para os clientes. O problema é que essa “técnica de vendas” pode ser descoberta pelo consumidor e aí a credibilidade da organização pode ir por água abaixo.

Tem se tornado muito comum em algumas companhias o uso de certos “truques” para convencer os clientes a adquirirem os produtos ou serviços oferecidos. Através da observação e de palavras colacadas na hora certa, é possível omitir certos detalhes na hora da negociação de preços ou condições. Mas é preciso estar consciente de que essas estratégias podem acabar sendo percebidas pelos consumidores mais astutos, que geralmente ficam furiosos frente à tentativa de serem “ludribiados”.

Busque maneiras de convencimento do cliente que evitem ao máximo a omissão de informações. Use sua habilidade como profissional e conquiste compradores com a verdade.

Algumas pessoas na ânsia de conseguirem um emprego acabam usando de desonestidade ao tentarem expor suas habilidades e qualificações. Elas acreditam que podem enganar aqueles que irão selecioná-las e muitas vezes até tem sucesso nisso num primeiro momento. O problema é que a verdade sempre aparece depois.

Num mercado tão competitivo como o atual, quanto mais competências um indivíduo possuir, melhor. Mas essas competências precisam ser reais e você precisa estar preparado para demonstrá-las se necessário.

É muito desagradável mentir numa entrevista de emprego. Ficar elencando qualificações mirabolantes que depois não podem ser comprovadas. Depois de descoberta a tentativa da pessoa de querer parecer quem não é, ela perde toda a sua credibilidade e o resultado pode ser novamente o temido desemprego.

Só mencione em seu currículo qualificações e informações reais e verificáveis. Seja honesto com você mesmo e com a empresa, pois a mentira “tem pernas curtas”.

Você tem um superior na empresa que parece ter prazer em tornar sua vida difícil. Você recebe sempre as piores tarefas, é preterido em todos os processos de obtenção de promoções, é humilhado constante em público.

Aprenda a se defender: você está sendo vítima de assédio moral.

Assédio moral é a prática sistemática de violência psicológica contra outro indivíduo. É aproveitar-se de uma posição de superioridade aparante para torturar alguém por meio de palavras, ordens ou brincadeiras inadequadas de forma constante. Esse tipo de situação mina o entuasiasmo da vítima pelo trabalho e dependendo do grau em que ocorre pode levar ao desenvolvimento de doenças psicossomáticas. É algo inaceitável que não pode ficar impune.

Se você está passando por uma situação de assédio moral, denuncie o agressor. Procure outro superior hierárquico na empresa num primeiro momento. Caso isso não resolva, recorra à justiça. Nenhum ser humano merece ser alvo de um tipo de violência desleal como essa.

A sociedade humana é regida por um conjunto de normas e procedimentos que visam a determinar a fronteira entre o certo e o errado, entre o que é lícito e o que é ilícito. Quando se trata de cada indivíduo em si, esse conjunto chama-se moral. À soma do senso comum do que a sociedade entende por moral, dá-se o nome de ética. A ética tem sido muito debatida no meio corporativo nos últimos tempos.

Pisar em colegas para subir a qualquer custo, assediar moralmente os subordinadas, usar de meios escusos para obter vantagens para si. Todas essas práticas constituem comportamentos anti-éticos no ambiente profissional.

O indivíduo sem ética enxerga apenas a si mesmo, não se importando o que as outras pessoas sofram em consequência disso. As relações de trabalho, dessa forma, se deterioram; e os colaboradores e a empresa saem perdendo.

Faça imperar o respeito, a camaradagem, a conversa clara e o altruísmo em sua empresa. O ambiente, assim, se tornará melhor e todas as pessoas se sentirão motivadas, pois não há nada pior do que uma organização na qual vale a “lei da selva”.

Você tem um colega que nunca perde a oportunidade de bajular o chefe. Elogia a gravata, o terno, o carro novo. Nas reuniões, só falta deitar no chão para que ele pise em cima. Essa postura é muito comum, mas geralmente não vale a pena.

O bom chefe é sempre capaz de perceber quem são os puxa-sacos. Eles são pessoas que na maioria das vezes usam esse recurso para esconder a própria incapacidade para o trabalho. Como não produzem, precisam distrair o chefe com elogios, para que ele não veja o tamanho da incompetência. Chefes que gostam de ter puxa-sacos não são bons chefes. Só tem a necessidade de serem elogiados, muitas vezes sem motivo.

Faça seu trabalho da melhor maneira possível e não entre nessa de puxa-saco. O puxa-saquismo não resiste a um chefe sábio e bem preparado. Melhor não arriscar.

Em meio à correria do expediente, você comete um erro. Esse erro pode representar no mínimo uma repreensão por parte do seu chefe. O que fazer? Escondê-lo ou confessá-lo?

Não só na empresa como em qualquer situação, admitir erros é sempre a melhor decisão a tomar. Confessar o erro demonstra que você tem consciência e coragem. Qualquer que sejam as consequências, a verdade é sempre a melhor opção. Mentir e esconder as coisas só torna as situações piores.

Seja adulto o suficiente para admitir que errou.

O mínimo que você terá será sua consciência em paz.

Você é daqueles que costuma falar mal da empresa em que trabalha? Está o tempo todo reclamando e apontando defeitos. Pare e reflita um pouco: será que isto não é autosabotagem?

É do conhecimento de todos que a propaganda boca-boca é intrumento valioso de divulgação para uma empresa. Essa comunicação verbal é ainda mais eficiente se é feita pelos próprios colaboradores, que como conhecedores profundos da realidade da empresa, podem melhor do que ninguém, ressaltar as qualidades dela.

Funcionários que fica denigrindo sua própria organização só prejudicam a si mesmos, pois é dela que depende uma parcela enorme de suas vidas.

Aprenda a ser o maior defensor da sua empresa: você e ela irão agradecer por essa atitude no futuro.

É sempre a mesma coisa: seu colega chega e se pendura no telefone a manhã toda. Você percebe que não são assuntos de trabalho e sim pessoais ou até mesmo meras futilidades. Ele é um exemplo a seguir? Obviamente que não.

O patrimônio e os bens da empresa pertencem a ela e a mais ninguém. Cada empresa tem regras internas para o uso do seu patrimônio e dos equipamentos pelos colaboradores.

Evite usar o telefone para assuntos pessoais, fazer “freelances” no horário de expediente ou se aproveitar de coisas dentro da empresa para resolver seus problemas.

Quem age assim é mal visto e pode vir a ter aborrecimentos no futuro. Tenha bom senso! A empresa não foi feita para você usufruir dela sem controle, e sim para que você e ela possam ganhar juntos.

Seu expediente começa todo dia às 8:00 h. Você mora longe e coloca o despertador para as 07:15h. Ele toca e você põe no soneca. Resultado: atrasos todos os dias.

O tempo foi inventado para organizar a vida do homem. Não devemos ser escravos dele, mas também não podemos agir como ele se não existisse. Horário de trabalho se cumpre e ponto.

Imagine você se todo mundo decidisse chegar atrasado por conta própria, o quanto as empresas deixariam de produzir ao final de um ano. Seria um verdadeiro caos.

Tenha um pouco de disciplina e aprenda que seguir corretamente o horário de trabalho não beneficia só à empresa, mas sim a você mesmo.

Aquele relatório excepcional chegou às mãos do seu chefe. Você ajudou em cada detalhe que está escrito lá, mas foi seu colega que assinou o trabalho. O que você faz? Fica na sua ou diz ao chefe que você participou ativamente e também merece os créditos por isso?

Trabalhos feitos em equipe são sempre uma soma de forças. Se todos os componentes da equipe são comprometidos, nada mais justo que os créditos dos trabalhos realizados sejam atribuídos a todos, sem distinção.

O que não é justo, é você querer levar a “fama” sem ter feito nada. Mas se você suou a camisa e se empenhou, cobre a presença do seu nome no resultado final.

Valorize a sua participação nos trabalhos de equipe, isso fará bem a você e também será um exemplo para seus colegas.

Será que vale tudo no mundo do trabalho? Para responder essa pergunta é preciso estar consciente de que existem alguns princípios para um comportamento ético na vida profissional. Uma regra de ouro da ética profissional é se colocar no lugar dos colegas de trabalho. 

Será que você gostaria de ser humilhado na frente de um superior? De ter seu nome envolvido em fofocas e cochichos? De ter seu trabalho diminuído em importância? De ter que fazer o trabalho da equipe toda sozinho? 

Reflita sobre todas essas perguntas antes de tomar atitudes ou assumir posturas no seu local de trabalho. 

Mas o melhor de tudo quando se é um profissional ético é ter a consciência tranquila por ter agido ou se posicionado da maneira certa no momento certo.