Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos mostrou que os bancos que operam no Brasil foram responsáveis pela contratação de 11.053 pessoas apenas no primeiro trimestre deste ano. A rápida recuperação do Brasil da crise econômica é um dos motivos para o grande número de contratações.

A expectativa das entidades é que os bancos sigam contratando durante o restante do ano. A carreira de bancário ainda segue de grande procura entre pessoas de diferentes classes sociais. O grande problema é que a pesquisa mostrou também que os bancos estão pagando menos. O salário dos novos admitidos estão cerca de 37% inferior em relação aos rendimentos dos desligados deste setor.

Por R.D.

Dados reunidos nas 245 Agências do Trabalhador no Paraná mostram que não é preciso ter curso superior para disputar um emprego (embora ajude, claro). Existem várias vagas disponíveis para quem tem Nível Fundamental ou Ensino Médio e perto de 80% delas não exigem experiência.

Veja quais foram os empregos mais ofertados para essas classes de trabalhadores no primeiro semestre de 2008 (em número de vagas abertas):

  1. auxiliar de linha de produção – 3.950
  2. auxiliar de serviços gerais – 3.698
  3. auxiliar de cozinha – 1.531
  4. vendedor interno – 1.389
  5. empregados domésticos – 1.342
  6. servente de limpeza – 1.188
  7. soldador – 924
  8. zelador – 841
  9. atendente de balcão – 832
  10. vendedor pracista – 810

Uma postagem só com estatísticas, com dados do Caged, colhidos de janeiro a maio de 2008, mostrando o número de novos postos de trabalho criados nos 25 maiores municípios brasileiros (novos postos significa a diferença entre contratações e demissões). Se te interessar, tem muito mais dados no site do Ministério do Trabalho. No Brasil inteiro, foram 1.051.946 novos postos formais.

25 municípios que mais geraram emprego de janeiro a maio de 2008

  1. São Paulo – 123.117
  2. Rio de Janeiro – 37.867
  3. Belo Horizonte – 29.720
  4. Curitiba – 19.158
  5. Brasília – 15.710
  6. Porto Alegre – 10.459
  7. Salvador – 10.263
  8. Goiânia – 9.882
  9. Campinas (SP) – 9.433
  10. São José dos Campos (SP) – 8.451
  11. São Bernardo do Campo (SP) – 8.365
  12. Manaus – 8.307
  13. Franca (SP) – 8.266
  14. Pontal (SP) – 8.075
  15. Fortaleza (CE) – 7.497
  16. Joinville (SC) – 7.464
  17. Guarulhos (SP) – 7.323
  18. Caxias do Sul (RS) – 7.136
  19. Sertãozinho (SP) – 6.977
  20. Ribeirão Preto (SP) – 6.709
  21. Campo Grande (MS) – 6.668
  22. Santa Cruz do Sul (RS) – 6.434
  23. Sorocaba (SP) – 6.276
  24. Maringá (PR) – 6.128
  25. Natal (RN) – 6.041

Segundo a Fundação Seade e o Dieese, o desemprego na região do Grande ABC aumentou em Maio 0,4%, passando para a casa de 12,2%. Já na grande São Paulo, a taxa de desemprego é a menor desde 1996 (14,1%).

Contudo, esse aumento de desemprego não é assustador, haja vista que não foi motivado pela demissão, e sim pelo maior número de pessoas que entraram no mercado de trabalho comparando com o número de empregos criados.

A média de salários aumentou 0,5%, passando de R$1207 para R$1286.

Na parte 2 de nossa série “Como pensa um empregador?”, vimos com um pouco mais de detalhe como deve ser sua postura na empresa, enfatizando que você deve sempre proteger seu interesse, mas sem jamais perder de vista que você deve gerar resultado para a empresa. Ou seja, não seja nem tirano (o que, para quem está começando, significa uma demissão na certa) nem submisso. Nesta parte 3, vamos ver quais as posturas da empresa com as quais você deve ter cuidado, para que você não aja como submisso.

Tome sempre cuidado com certos discursos encontrados em algumas empresas. Um discurso igualitário, de que se o seu salário aumentar o do seu colega também teria que aumentar só é válido quando o resultado final depende muito mais da combinação do trabalho em equipe do que simplesmente do empenho individual, algo que você deve avaliar se acontece. Se sua empresa não te recompensa adequadamente pela sua dedicação e, principalmente, resultados obtidos, preferindo um discurso igualitário, o que algumas é usado para manter o empregado ganhando menos, é bom você começar a procurar outro emprego. Da mesma forma, se o tratamento costuma ser rude, grosseiro, ou quando você sugere algum descontentamento educadamente e a resposta são ameaças, também é bom você começar a procurar outro emprego. Isso não significa que você deva se rebelar, claro. Jamais faça isso. Apenas procure outra empresa para trabalhar. Use a competição a seu favor!

Lembre-se de que, assim como em outras situações sociais, ser submisso sempre vai te deixar numa situação ruim no longo prazo e fazer as pessoas pararem de te respeitar. O mesmo acontecerá no seu emprego, com seu empregador. Se sua empresa ou seu chefe atual exige que você seja submisso e não dá espaço para você defender seus interesses, seja, mas já trate de ir procurando outro emprego para sair dessa situação o quanto antes, sem se queimar.

Abraço e sucesso!

Aguarde a parte 4!

Por mais que na política brasileira não exista grande confiança, é indiscutível que a economia do país tem crescido satisfatoriamente nos últimos anos.

Um exemplo disso são os dados levantados pela Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que indica que os empregos formais gerados no país nos primeiros 150 dias de 2008 ultrapassaram a casa de 1 milhão de registros (15,11% maior que em 2007).

Se aumentarmos a margem de referência para 12 meses, observaremos um aumento de 6,21%.

O Brasil está crescendo… só não vê quem não quer…

O mercado de trabalho está aquecido! Segundo dados do Caged, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o número de postos de trabalho formais nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador) cresceu nada menos que 32,4% nos primeiros quatro meses deste 2008, em relação a igual período do ano passado. Isso significa um número de 259.500 empregos formais líquidos, ou seja, a diferença entre contratações e demissões!

Fonte: Folha