Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que a realidade do mercado de trabalho ainda é discriminatória, principalmente no contexto racial. Segundo os economistas, os negros são a minoria entre os trabalhadores que possuem melhor remuneração e condições de trabalho mais favoráveis. Apenas 43% dos trabalhadores com registro formal são negros.

Em contrapartida, os setores que exigem maior jornada de trabalho e força física, com menor proteção previdenciária estão com a maioria dos trabalhadores negros. Sem carteira assinada, eles totalizam 55,3%.

De acordo com os pesquisadores, a razão vem de uma situação que se repete, formando um círculo vicioso iniciado pelo menor número de negros na escola, que reduzem sua entrada no ensino superior e técnico, consequentemente, afastando o negro de um plano profissional mais seguro e melhor remunerado.