Flávio Castelo Branco, economista chefe da Confederação Nacional da Indústria, ponderou que o segmento industrial já apresenta indícios de recuperação com base nas informações de setembro. Isto denota ser a primeira vez que os indicadores de emprego, faturamento real e horas trabalhadas ilustram uma variação positiva desde o mesmo mês do ano passado.

Branco confia que neste e no próximo mês já será possível que alguns segmentos e indicadores mostrem crescimento em relação ao mesmo período de 2008. Para ele, será presumível que a superação da crise seja, de fato, constatada, principalmente nos seis primeiros meses de 2010.

O economista avalia que mesmo com o processo de recuperação em andamento, principalmente pelo fato de haver uma guinada com base na demanda doméstica, a indústria sempre diminui seu ritmo nos últimos meses de cada ano e nos primeiros meses do próximo.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Um plano de corte de custos da gigante Johnson & Johnson prevê a diminuição em 7% de seus funcionários em âmbito global, o que cerceia, aproximadamente, 120 mil trabalhadores rumo ao desemprego. Com isso, a empresa pretende gerar uma economia de até 1,7 bilhão de dólares até 2011.

Tudo leva a crer, de fato, que isso será efetivado. Para se ter idéia, o ano de 2009 foi um dos mais complicados para a empresa em sua história. Cerca de três de suas principais divisões no mundo dos negócios apresentaram fragilidade. Isto se deve, entre outros motivos, ao aumento da concorrência dos genéricos, que prejudicou, em partes, o segmento de medicamentos.

Em sua unidade farmacêutica, a empresa registrou um corte de aproximadamente 900 mil funcionários em 2009. Entretanto, em agosto deste ano, a corporação solidificou seu esqueleto gerencial.

Fonte: Último Segundo

Por Luiz Felipe T. Erdei

Quem nunca se deparou com questionamentos? Aliás, todos nós, é realmente impossível escapar a isso. Mas é necessário bom-senso e ponderação quando tivermos que lidar com idéias críticas, pois as emoções ficam extremamente afloradas.

Normalmente as “críticas” surgem por insatisfações das pessoas no ambiente de trabalho e a “metralhadora” raja muito, tendo como principal alvo, geralmente, o chefe ou líder. É impossível não ouvir e, às vezes ser obrigado a escutar a “rajada”.

Muito bem. Sabemos que as pessoas têm necessidade de esvaziar a carga diária de estresse e até suas raivas, mas cuidado! Você também é suscetível. A quê? Às suas próprias emoções!

O melhor é escutar e não reprovar a atitude do seu colega, pois ele pode sentir-se ofendido e, é justo. Apenas escute e prometa que pensará no assunto para depois emitir a sua opinião (faça com que a pessoa entenda assim).

Esqueça o assunto. Somente se você for perguntado sobre a antiga questão, num momento propício, jamais deixe de manifestar a sua idéia sobre o assunto, seja sincero, principalmente sobre o comportamento anterior dele e, nunca sobre o comportamento do chefe.

Por Lindomar Vieira

As linhas de produção da Philips da cidade de Varginha/MG, responsáveis pela fabricação dos produtos da marca Walita, retomam a contratação de 50 trabalhadores que estavam afastados devido a crise. A suspensão do contrato teve a duração de seis meses para estes empregados e também para outros 620 que recentemente foram recolocados na unidade de Manaus.

A retomada da produção das fábricas da Philips evitou os cortes e, portanto, a medida temporária garantiu o retorno de quase 700 empregados ao mercado de trabalho. De acordo com a empresa, novas linhas de produção estão programadas para enfrentar a demanda no período do Natal. Com isso, haverá abertura para contratação temporária de cerca de 500 profissionais em Manaus.

Pelas últimas estatísticas divulgadas pelos entendidos, a economia, pelo menos no Brasil, já dá alguns sinais de recuperação. Os números do comércio e da indústria começam a melhorar e as contratações estão voltando.

Períodos de recuperação econômica são grandes geradores de trabalho. As empresas precisam se readequar para voltar a crescer e passam a recrutar mais mão de obra. Quem está em busca de trabalho precisa estar atento às oportunidades que surgem e estar visível para o mercado através do envio de currículos, contatos com amigos, conhecidos e ex-colegas de emprego. Quanto mais gente souber que você está procurando emprego melhor.

Crises econômicas precisam ser vistas como chances de dar a volta por cima. Identifique os setores mais promissores e mãos à obra!

O mercado aquece nesse período de recuperação econômica e o resultado aparece em forma de oportunidade. No mês de julho, 12 mil trabalhadores foram contratados no regime temporário. Apesar desse número alcançar um índice 22% menor em relação a este período em 2008, alguns fatores indicam uma melhora no cenário atual.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Tercerizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), a média de salários oferecidos neste ano foi maior do que no ano passado. Além disso, cerca de 13% dos profissionais do setor de lazer foram efetivados após o fim do contrato temporário, o mesmo acontecendo para 15% de trabalhadores dos setores de indústria e comércio.

Para o presidente da Asserttem, Vander Morales, o cenário é positivo e reflete o aumento da oferta de crédito e da confiança do consumidor.

Boa notícia para quem deseja trabalhar na indústria.

Consultores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) afirmam que o período de adequação à crise está passando e a previsão é de que as indústrias retomem as contratações neste semestre.

Os setores de celulose, papel, indústria química e automobilística, vestuário, matérias plásticas e energia estão entre os mais promissores.

Mas é importante lembrar que esta mudança no cenário é lenta e gradativa. O coordenador da FGV Aloísio Campelo Junior alega que os índices de contratação deste ano ainda são menores do que os níveis apontados nesse mesmo período no ano passado.

Em 1997, o governo de FHC tomava a polêmica decisão de privatizar o setor de telecomunicações do Brasil. Passados mais de dez anos, é possível ter uma perspectiva histórica da venda da Telebrás, analisando sobretudo a consequência dessa venda na empregabilidade do setor.

Para muitos, ainda hoje, a privatização da Telecom nacional é e nunca deixará de ser prejudicial ao Brasil principalmente porque o centro de decisões passou a ser estrangeiro.

A desconfiança com a venda ganhou mais voz quando as multinacionais que passaram a controlar o setor começaram a demitir e a terceirizar serviços como o atendimento ao cliente e serviços de manutenção. O resultado imediato foi a queda na qualidade dos serviços e também no número de postos de empregos, que em 2003 atingiu seu pior patamar – 88 mil postos de trabalho, queda de 31,25% em relação a 1994, quando o setor registrou 128 mil empregados.

Ainda assim, depois da péssima média de 2003, impulsionada pelo boom da internet no Brasil e a chegada de novos serviços, a empregabilidade em Telecom voltou a crescer e já em 2005 registrou 118 mil empregados. Um estudo do DIEESE aponta concentração de vagas na Região Sudeste (69%), com quase 45% de contratações só em São Paulo. No Sul a fatia é de 14%, no Nordeste 8%, e no Norte só chega a 2%.

Por Diego Diniz

O otimismo da equipe econômica de Obama com o fim da recessão ainda não chegou ao mercado de trabalho nos Estados Unidos.

Só nos últimos dois meses deste ano, o setor privado americano registrou queda de 834 mil postos de trabalho – um corte muita acima da previsão média dos analistas.

Timothy Geithner, secretário do Tesouro americano, acredita que a taxa de desemprego nos EUA deva crescer até o meados de 2010.

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por Diego Diniz

Todas as organizações acabam passando mais cedo ou mais tarde por momentos turbulentos. Crises econômicas, acirramento de concorrência, realinhamento do mercado. Todos esses eventos podem trazer dificuldades para a empresa. É em momentos como esse que os indivíduos devem assumir a responsabilidade para poder mostrar realmente a que vieram.

Em épocas complicadas, é possível ver claramente a diferença entre as pessoas que só fazem o “básico” e aquelas que realmente estão comprometidas. As que se limitam ao essencial, sentam e reclamam das adversidades. As comprometidas arregaçam as mangas e buscam oportunidades em meio às incertezas. Elas sugerem, discutem e inovam. Elas buscam soluções onde ninguém poderia imaginar.

Comprometer-se com a companhia em tempos difíceis diferencia os fortes dos fracos, os medíocres daqueles que querem sempre mais. Passe para o time dos que são maiores do que os problemas. Você se surpreenderá com o quanto você pode realizar.

Enquanto algumas empresas estão “imunes” à crise econômica mundial, outras, no entanto, estão passando por dificuldades graves. A ThyssenKrupp, por exemplo, demitiu 264 funcionários de sua unidade de Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo.

As informações são de que isso foi o reflexo da crise no setor de autopeças para veículos pesados, e a própria ThyssenKrupp preferiu não dar declarações sobre o caso.

A boa notícia é que a princípio seriam demitidos 500 funcionários, porém, os cortes foram bem inferiores. Em caso de reaquecimento do setor, os funcionários desligados terão prioridade na contratação.

Os funcionários demitidos terão direito a um abono de R$ 1 mil e a manter o plano de saúde dos titulares e seus dependentes por três meses após o desligamento.

A General Motors, uma das mais antigas montadoras automotivas do mundo, pediu concordata. O governo americano já fez um aporte de capital da ordem de US$ 20 bilhões, e ainda colocará mais US$ 30 bilhões na empresa. Dessa forma, deve se tornar o acionista majoritário, com 60% das ações.

De outro lado, existe uma certa preocupação quanto a manutenção dos empregos da GM Brasil, haja vista que lá fora, milhares de funcionários serão demitidos devido ao fechamento de várias fábricas.

Segundo o vice-presidente da GM Brasil, não haverá (a princípio) demissões. De acordo com ele, a GM brasileira é lucrativa, e não fechará fábricas, uma vez que possui bom grau de independência da GM americana.

Esperemos que de fato isso se concretize, ou que outra grande empresa possa assumir as atividades da GM no Brasil, em caso de dificuldades.

A Embraer, uma das maiores fabricantes de jatos do mundo, anunciou a demissão de 4200 funcionários, e apontou que tal decisão é irreversível.

A queda nas vendas (30%) impactaram os negócios da empresa, que depende basicamente da exportação de jatos – cerca de 90% das vendas são para o exterior.

Segundo o presidente da Embraer, a situação só deve voltar a normalidade dentro de 2 ou 3 anos, quando o número de encomendas de novos aviões pode aumentar.

A Crise Econômica Mundial ocasionou demissões, e muitas delas foram de profissionais experientes.

Há quem trabalhou por anos em uma mesma empresa, e agora sentem dificuldades em voltar a procurar empregos.

Você está preparado para ser reintegrado ao mercado de trabalho? Qual a postura de um profissional mais experiente?

A resposta é: acredite em você e, principalmente, indique suas competências e mostre tudo aquilo de importante que você obteve em sua carreira profissional.

Os meios de comunicação não falam de outro assunto nos últimos meses além da crise mundial. Essa crise já está afetando o Brasil, com demissões em vários setores do mercado. Mas o que fazer para manter o emprego em tempos difíceis?

Primeiro: Não se desespere. Continue trabalhando normalmente e se dedique como antes. Se antes da crise você se dedicava bastante, mantenha o ritmo e procure aumentá-lo. Se você se dedicava pouco, comece a se dedicar mais. Pessoas eficientes têm menos chances de serem lembradas na hora dos cortes.

Segundo: Seja criativo. Dê idéias para sua empresa, inove, faça sugestões. Em tempos de “vacas magras” qualquer boa ideia que apareça pode ajudar a melhorar a performance do negócio, além de melhorar o seu “cartaz” dentro da empresa.

Terceiro: Evite espalhar boatos sobre cortes dentro da empresa. Espere as coisas acontecerem. Nada de clima de pânico sem causas reais.

Seguindo essas dicas, você tem menos possibilidade de ser “a bola da vez” da contenção das despesas.

Se no Brasil a crise parece estar apenas começando, lá no exterior há tempos a situação está bastante crítica.

Esse é um dos motivos que está levando brasileiros que trabalham fora do Brasil, a voltarem para casa. Na Espanha, por exemplo, o índice de desemprego beira os 15%.

Uma brasileira desempregada nos EUA afirma: “Vir para cá para aprender a falar inglês, vale a pena. Vir pra cá pra tentar fazer dinheiro, não vale mais a pena”.

O que esperar do futuro do Brasil tendo em vista a Crise Econômica Mundial?

Veja a reportagem do Fantástico de 01/02/2009:

A crise está apertando… segundo dados do Caged, só nos últimos dois meses de 2008 foram cortados cerca de 700 mil postos de trabalho (mais da metade só na indústria), o que já está refletindo nos setores de comércio e serviços.

Reflexo natural, afinal de contas, com menos gente recebendo salários e com menor poder de consumo, a tendência é que a crise se espalhe. Nesse ambiente, vale a dica do último quadro “Emprego de A a Z” de Max Gehringer (vídeo abaixo) para não trocar de emprego, afinal a tendência é que novos empregos ofereçam salários menores e condições piores de trabalho, com maiores riscos de perda de emprego no curto e médio prazo.

Para você entender o que está acontecendo, essa situação se explica pela lei de oferta e demanda: resumidamente, quando há uma alteração na oferta de um determinado bem ou serviço (no caso, a oferta de emprego), a tendência é que a demanda se ajuste, em preço e quantidade, à nova situação de oferta. Assim, como houve uma retração na oferta de empregos (o que se deve à restrição de crédito), a tendência é que sejam eliminados postos de trabalho e que novos empregos sejam oferecidos com salários menores (além de toda a situação de pressão que você normalmente vai ver num novo emprego). E a tendência é que isso continue por algum tempo, já que menos trabalhadores recebendo salários significam menos compra e menos poupança em bancos, o que leva a um chamado círculo vicioso.

Puxa vida, então a situação é desesperadora e entraremos numa espiral de crise sem fim? Não exatamente. Algumas empresas e setores serão beneficiados pela queda nos salários. Seus custos de produção se tornarão menores e eles poderão contratar mais gente. Assim, quando criam um novo tipo de produto ou serviço ou mesmo quando avançam para tomar uma parcela de mercado de seus competidores, eles contratam mais gente, o que reduz o desemprego, coloca uma pressão para aumento de salários e aumenta a renda disponível para consumo da população, um chamado círculo virtuoso.

Essas situações, portanto, são cíclicas e não há muito que possamos fazer a respeito (nem mesmo nossos governantes, que normalmente atrapalham o processo, aliás). Portanto, o que temos que fazer é nos adaptarmos à situação de mercado e saber quando devemos manter nosso emprego ou quando devemos procurar um novo emprego ou pedir aumento. E a hora agora é de tentar manter o emprego.

Mas e se eu já estou desempregado? Estar desempregado é uma situação ruim e preocupante, obviamente, mas não desanime, pois o movimento para reverter a crise já está acontecendo. Basta ver que várias empresas têm anunciado grandes contratações. Os salários são baixos, é verdade, mas isso é melhor que não receber salário algum. Portanto, se você está desempregado, a recomendação é pegar o que aparecer pela frente, inclusive numa área um pouco diferente da sua. Até porque é possível que essa área cresça durante a crise e proporcione bons empregos após passada a tormenta (lembra-se dos novos produtos e serviços de que falamos acima?). E, com isso, podem vir ofertas de novos empregos e futuros aumentos.

Ânimo, pois isso passa. E pode ter certeza que nós, do Agencia Empregos, estaremos sempre postando novas vagas. Um abraço e sucesso!